Ilário Valentin Laureano, hoje com 93 anos, ganhou notoriedade nos anos 90 como motorista de ônibus em Maringá (PR) por dirigir sempre com uma chupeta na boca, hábito que mantinha desde a infância.
Nascido em Varginha (MG), Ilário se mudou para o Paraná no fim da década de 1940, trabalhou por 40 anos como caminhoneiro e, depois, atuou em empresas como motorista de ônibus, no transporte público.
O costume inusitado, que durou até os 89 anos, chamava a atenção dos passageiros e chegou a virar reportagem. Hoje, aposentado, Ilário guarda a chupeta como lembrança e símbolo de sua história.
Ilário Valentin Laureano, de 93 anos, tornou-se uma figura conhecida em Maringá, no Paraná, por um hábito inusitado: trabalhar como motorista de ônibus sempre com uma chupeta na boca.
O costume, cultivado desde a infância, chamava a atenção dos passageiros e acabou rendendo reportagens e histórias curiosas na década de 90.
Natural de Varginha, no Sul de Minas Gerais, onde nasceu em 12 de fevereiro de 1932, Ilário mudou-se com a família para o Paraná no fim dos anos 1940.
Viveu inicialmente na zona rural de São Jorge do Ivaí, casou-se em 1954, e depois de uma temporada em Maringá, fixou residência em Sarandi.
O costume de usar chupeta
Profissionalmente foram 40 anos na estrada, como caminhoneiro e também como motorista de ônibus.
O vínculo com a chupeta começou cedo, aos três anos de idade, quando sua mãe tentou retirá-la. Ele ficou doente e só melhorou após uma vizinha devolver o objeto.
Aos 14, tentou substituir o hábito pelo cigarro, mas não conseguiu. Assim, a chupeta o acompanhou por mais de oito décadas, até os 89 anos de idade.
Chupeta no ônibus
Durante sua rotina nos ônibus do transporte público, o objeto inusitado provocava risadas e perguntas entre os passageiros.
“As pessoas só riam e perguntavam: ‘O que é isso?’. Eu mesmo não sabia responder”, recorda o ex-viciado em chupeta.
Hoje, a chupeta permanece apenas guardada como lembrança de sua trajetória e símbolo de sua singularidade.
Em tempos em que o uso de chupetas por adultos ganha espaço em alguns países como recurso de alívio emocional, a história de Ilário destaca, com humor e humanidade, como certos hábitos de infância podem atravessar toda uma vida.
