O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta segunda-feira (1º/9) que comunicou ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que as sanções impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes não têm causado impacto relevante. Segundo ele, a situação foi apresentada em reunião ao lado do blogueiro Paulo Figueiredo, como forma de pedir uma aplicação mais efetiva da Lei Magnitsky.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta segunda-feira (1º/9) que levou às autoridades norte-americanas a avaliação de que as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não têm surtido o efeito esperado.
De acordo com o parlamentar, durante encontro com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ele e o blogueiro Paulo Figueiredo destacaram que as restrições previstas na Lei Magnitsky não alteraram de forma significativa a rotina do magistrado.
Eduardo também avaliou que o governo de Donald Trump pode ampliar as sanções. “Se os americanos sancionam alguém e tem pouco impacto, há um enfraquecimento dessa ferramenta. Não vejo o presidente Trump permitindo isso, então acho muito mais provável avançar nessas sanções, partir para outros mecanismos”, afirmou.
Moraes foi incluído há um mês na lista de alvos da Lei Magnitsky, legislação norte-americana que prevê punições a autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Na prática, ela determina o bloqueio de bens e contas em solo americano, além da proibição de transações comerciais com cidadãos e empresas dos EUA.
Eduardo Bolsonaro tem articulado com autoridades norte-americanas medidas contra ministros do STF desde fevereiro. Moraes se tornou foco das ofensivas por ser relator do processo que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus começa nesta terça-feira (2).
