A TAP Air Portugal está sendo processada por uma brasileira de 30 anos, que não teve a identidade revelada, por ter sofrido uma tentativa de estupro durante uma hospedagem em Paris custeada pela companhia aérea. Após o cancelamento do voo em que estava, a passageira teria sido alojada em um quarto de hotel compartilhado com dois estranhos, sem opção por acomodação individual gratuita.
A TAP Air Portugal está sendo processada por uma brasileira de 30 anos, que não teve a identidade revelada, por ter sofrido uma tentativa de estupro durante uma hospedagem em Paris custeada pela companhia aérea. Após o cancelamento do voo em que estava, a passageira teria sido alojada em um quarto de hotel compartilhado com dois estranhos, sem opção por acomodação individual gratuita.
“Me recusei, exigi um quarto só para mim, mas fui informada que essa não era uma opção. Ou aceitava, ou teria que pagar do próprio bolso – algo inviável em Paris” relatou a brasileira ao jornal carioca.
Durante a madrugada, uma mulher alemã deixou o quarto, e a brasileira ficou sozinha com um homem, também passageiro. Segundo o relato da vítima, registrado em boletim de ocorrência, o homem tentou praticar violência sexual. Ela conseguiu reagir, gritar por ajuda e o agressor deixou o local.
“Fui acordada com o homem nu em cima de mim, beijando meu pescoço e me segurando. Por sorte consegui me defender, gritei, e ele fugiu do quarto. Ainda assim, as marcas do episódio permanecem”
Após o episódio, a passageira procurou a TAP, que ofereceu uma indenização financeira, mas sem reconhecer responsabilidade ou pedir desculpas formais. Ela registrou boletim de ocorrência e entrou com ação judicial no Brasil pedindo reparação por danos morais e psicológicos.
A mulher, que também dividia o quarto, confirmou em depoimento que a companhia impôs a hospedagem compartilhada, sem oferecer alternativas. O advogado da vítima destaca a falha da empresa que tem por obrigação garantir a segurança dos passageiros.
A passageira, que teria passado pela situação, diz ter sido ignorada pela companhia aérea por isso entrou com ação judicial por assédio moral e negligência. A ação tramita no Juizado Especial Cível e pede o teto de indenização que é de R$ 50 mil.
