O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão, tomada em maio de 2025, tem como base indícios de tentativa de obstrução da Justiça e coação no curso do processo, com foco nas declarações feitas pelo parlamentar durante viagem aos Estados Unidos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão, tomada em maio de 2025, tem como base indícios de tentativa de obstrução da Justiça e coação no curso do processo, com foco nas declarações feitas pelo parlamentar, que atualmente mora nos Estados Unidos.
A Polícia Federal solicitou a abertura do inquérito após identificar declarações públicas de Eduardo Bolsonaro que, segundo os investigadores, visavam deslegitimar o andamento das investigações no STF e pressionar autoridades envolvidas em apurações relacionadas a atos antidemocráticos. Em sua decisão, Moraes apontou possíveis tentativas de interferência no curso das investigações, incluindo apelos por sanções internacionais contra ministros do Supremo e membros do Ministério Público.
O inquérito autoriza a Polícia Federal a coletar conteúdos publicados por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais e em entrevistas. O parlamentar, que estava fora do país no momento da decisão, deve prestar esclarecimentos por escrito. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi incluído na lista de pessoas a serem ouvidas, uma vez que poderia ter sido beneficiado pelas condutas investigadas.
Em julho, Moraes prorrogou o inquérito por mais 60 dias, a pedido da Polícia Federal, para aprofundar a análise de materiais e realizar diligências pendentes. Publicações feitas por Eduardo após a imposição de medidas judiciais contra seu pai, incluindo críticas diretas ao STF, foram incorporadas à investigação.
