O delegado Dannilo Ribeiro Proto foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por desviar verbas de escolas estaduais em Rio Verde. A investigação, que também inclui a esposa do delegado e outras sete pessoas, revelou um esquema complexo de fraudes em contratações públicas e lavagem de dinheiro, ligado a programas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A Polícia Civil e a Seduc afirmaram que estão tomando as devidas providências para apurar o caso.

Fotos: Arquivo/MPGO
Fotos: Arquivo/MPGO

O delegado Dannilo Ribeiro Proto, preso desde 21 de agosto, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público do Estado de Goiás(MPGO). A denúncia, apresentada na última segunda-feira(1), acusa o delegado de desviar verbas destinadas a escola estudais no município de Rio Verde, no sudoeste goiano, além de cometer fraudes em contratações públicas.

A denúncia é parte da Operação Regra de Três, que investiga um esquema complexo de crimes. Além de Dannilo, sua mulher e outras sete pessoas também foram denunciadas.

O Ministério Público de Goiás informou que devido à complexidade do caso e ao número de envolvidos, serão apresentadas duas denúncias distintas.

Crimes imputados ao delegado

O delegado foi denunciado por uma série de crimes, como organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação, contratação direta ilegal, peculato, falsificação, uso de documento particular e lavagem de capitais.

Entenda a Operação de Regras de Três:

  • A operação foi deflagrada em dia 21 de agosto, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa que seria liderada pelo delegado da Polícia Civil e sua esposa.
  • A promotoria investiga suspeitas de fraudes em contratações públicas e direcionamento ilegal de recursos públicos destinados principalmente a reformas e obras em escolas da rede estadual de ensino.
  • O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) estima que, desde 2020, o esquema teria desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos.
  • O bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados foi determinado em decisão judicial para fins de ressarcimento aos cofres públicos.

Detalhes da denúncia

O Ministério Público de Goiás divulgou novos detalhes sobre a denúncia apresentada contra o delegado Dannilo Ribeiro Proto. De acordo com o órgão, a complexidade do esquema de desvio de verbas e fraudes resultou na elaboração de duas denúncias separadas.

A primeira denúncia do MPGO inclui o delegado e sua esposa, que atuou como coordenadora regional de Educação de Rio Verde de 2019 a 2024. A investigação aponta que outros membros do grupo também cometeram crimes por meio de programas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), como o Programa Reformar e a impressão de material pedagógico para o programa Revisa Goiás.

A segunda denúncia, segundo o MPGO, também envolve os mesmos integrantes e aborda supostas contratações fraudulentas ligadas ao Programa Reformar e outros serviços da Seduc.

O que a Polícia Civil diz?

Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) afirmou que qualquer dado referente à participação de seus servidores na investigação será encaminhado à Corregedoria. A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO) declarou que não tinha conhecimento prévio dos fatos e que os envolvidos não fazem parte da gestão atual. A Seduc-GO garantiu que, após acesso oficial aos documentos, iniciará uma apuração interna para investigar as acusações.

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