A Polícia Civil de São Paulo prendeu a mãe do menino Pedro Henrique Ferreira Danin, de 2 anos, em Guarujá, no litoral paulista. A prisão de Giovana Cerazo Dannin, de 25 anos, ocorreu na manhã desta quarta-feira (03). O laudo necroscópico preliminar aponta a morte de Pedrinho como asfixia. O padrasto da criança, Jeferson Ivan Lopes dos Santos, foi preso em Águas de Lindoia, também nesta manhã, por suspeita de ter cometido o crime.

Colchão com marcas de sangue foi encontrado pela polícia
Mãe foi intimada cinco vezes
A prisão de Giovana foi solicitada pela delegada Regina Campanelli, responsável pelo caso. Segundo a investigação, a mãe teve um comportamento inadequado durante o período de luto e foi notificada cinco vezes para prestar depoimento, comparecendo apenas após a última intimação. Em uma das ocasiões, ela foi flagrada dançando em um baile funk e, em um depoimento, chegou a rir quando questionada, o que gerou revolta e desconfiança da polícia.
Testemunhas e familiares relataram aos investigadores que Pedro tinha marcas de agressão no corpo, e que tanto a mãe quanto o padrasto davam a mesma desculpa de que o menino havia caído. Segundo a investigação, o juiz considerou a mãe como cúmplice, por ter assumido o risco das agressões ao defender o companheiro.

Padrasto do garoto foi preso na manhã de hoje, no interior de SP
Padrasto nega crime
Jeferson Ivan Lopes dos Santos, o padrasto, foi preso em Águas de Lindoia. Ao ser detido, ele negou o crime e chegou a alegar que o menino teria morrido de gastrite, mas foi confrontado pela delegada que afirmou que o laudo não mente e que a úlcera no estômago de Pedrinho foi causada por um “sofrimento intenso” no momento da asfixia.
A polícia também apreendeu um colchão com manchas de sangue na casa onde a família morava, e o teste de luminol indicou a presença de sangue da vítima no local. Tanto o padrasto, que é investigado por homicídio, quanto a mãe, por participação no crime, foram presos temporariamente.

Garoto foi morto asfixiado
