A facção Comando Vermelho (CV) é apontada como responsável por ordenar o assassinato de um vigilante no Laboratório Larbos, em Sobral (CE), na última segunda (1).

De acordo com a polícia, o alvo dos criminosos seria o tio da vítima, que havia desafiado as facções em vídeo nas redes sociais. No entanto, quem estava de plantão era João Victor Santos do Nascimento, de 22 anos, em seu primeiro dia de trabalho.

O suspeito Paulo Henrique Silva Pinto, de 19 anos, foi preso em flagrante. Ele confessou o crime, mas se recusou a revelar o paradeiro da arma e a identidade de uma mulher que teria participado da ação como piloto da moto.

Durante a fuga, os criminosos roubaram dois celulares e uma máquina de cartão. As imagens das câmeras de segurança ajudaram na identificação do suspeito.

CV ordena morte de vigilante após publicação na internet

O Comando Vermelho (CV), de origem no Rio de Janeiro, é apontado como responsável por ordenar a morte de um vigilante de um laboratório, em Sobral, no interior do Ceará.

Segundo as investigações, o alvo dos criminosos seria o tio da vítima executada a tiros na última segunda (1°). Os autores do crime acreditavam que ele estaria de plantão no local.

No entanto, quem trabalhava naquele dia era João Victor Santos do Nascimento, de 22 anos, que havia acabado de iniciar suas atividades no estabelecimento.

O principal suspeito do homicídio, Paulo Henrique Silva Pinto, de 19 anos, foi preso em flagrante. Há indícios de que uma mulher também participou da ação, pilotando a motocicleta usada na fuga.

Reprodução câmera de segurança (momento da fuga)

Dias antes do assassinato, o verdadeiro alvo, tio de João Victor, havia publicado nas redes sociais um vídeo em que afirmou:

“Quem manda em Sobral não são as facções, e sim a Polícia”.

A gravação teria motivado a represália criminosa, colocando a vítima na mira da facção.

De acordo com o depoimento de Paulo Henrique, uma mulher teria aparecido em sua residência e ordenado que ele fosse até o laboratório para “fazer um corre”. Segundo o relato, a missão era matar um vigilante, sob ameaça de que, caso recusasse, ele próprio seria executado.

Prisão em flagrante

Após o crime, Paulo Henrique e a cúmplice fugiram levando dois celulares e uma máquina de cartão de crédito.

Policiais acionados analisaram as imagens das câmeras de segurança e identificaram o suspeito.

Na residência dele, encontraram um short idêntico ao usado na ação. Uma camisa semelhante também teria sido usada no assassinato, mas não foi localizada.

Inicialmente, o suspeito negou envolvimento. Porém, já na Delegacia Regional de Sobral, confessou o homicídio, embora tenha se recusado a revelar o paradeiro da arma de fogo utilizada e a identidade da comparsa.

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