A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Nexus Aliciae para desarticular uma organização criminosa chefiada majoritariamente por mulheres e voltada ao tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, o grupo atuava em dois núcleos: um responsável pelo aliciamento, treinamento e suporte logístico das chamadas “mulas” e outro formado pelos transportadores, que levavam cocaína em cápsulas ingeridas para a Europa.
As prisões e buscas foram realizadas no Rio Grande do Sul e no Ceará, e a PF identificou ao menos 22 integrantes da quadrilha. Os destinos da droga incluíam França, Espanha, Itália e Suíça. Desde 2023, já foram feitos oito flagrantes e apreensões de entorpecentes em aeroportos nacionais e estrangeiros. Os investigados responderão por tráfico internacional de drogas e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 35 anos de prisão.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Nexus Aliciae para desarticular uma quadrilha transnacional de tráfico de drogas chefiada, em sua maioria, por mulheres. Segundo as investigações, o grupo usava “mulas” para transportar cocaína em cápsulas ingeridas, com saída de aeroportos como Viracopos (Campinas), Guarulhos, Fortaleza e Corumbá. Veja:

O inquérito revelou que a organização criminosa atuava de forma estruturada e dividida em dois núcleos. O primeiro, comandado por quatro mulheres e um homem, era responsável por recrutar os transportadores, oferecer suporte logístico, passagens, hospedagem e até instruções sobre roupas e rotas. O segundo núcleo, formado por nove mulheres e oito homens, era composto pelos viajantes que engoliam a droga para levá-la até a Europa.
Ao todo, 22 pessoas já foram identificadas como integrantes da quadrilha. Nesta fase da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nos estados do Ceará e Rio Grande do Sul. Uma das líderes foi presa em Alvorada (RS), enquanto outra, considerada o segundo nome da hierarquia, segue foragida em Fortaleza (CE).
Os destinos das drogas incluíam Espanha, França, Itália e Suíça. Desde o início das apurações, em setembro de 2023, a PF já realizou oito flagrantes e apreendeu entorpecentes em aeroportos do Brasil e do exterior.
Os investigados vão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa, crimes que juntos podem ultrapassar 35 anos de prisão. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos.
O nome da operação, em latim, faz referência a uma rede interconectada (nexus) que age por meio do aliciamento (aliciae) de pessoas para fins ilícitos.
