Áudios exclusivos revelam os momentos finais do agente do Denarc, Caio Bruno, antes de ser morto na Favela do Gato, em São Paulo. O policial foi agredido e sequestrado após um disparo, e a polícia investiga a suspeita de que a morte foi ordenada pelo PCC.

Ouça áudios exclusivos de policial do Denarc antes de morrer (Foto: Reprodução)
Ouça áudios exclusivos de policial do Denarc antes de morrer (Foto: Reprodução)

Em uma parceria entre ‘Alô Você’ do SBT e o BacciNotícias, encabeçada por Luiz Bacci, a reportagem teve acesso a áudios exclusivos, obtidos pelo repórter Fábio Diamante, em que mostram detalhes de quando o agente do Denarc, Caio Bruno, foi sequestrado para a morte.

Após uma abordagem na Favela do Gato, localizada próximo ao Bom Retiro, na capital paulistana, Caio Bruno, de 33 anos, integrante do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), teria sido agredido com um golpe de capacete.

Segundo relatos de um dos cinco indivíduos que já foram detidos pela Polícia Militar, o agente teria sacado a arma e efetuado um disparo que feriu a perna do agressor. O que teria provocado a reação violenta dos moradores da favela e culminado com o sequestro até a morte de Caio. Os áudios teriam sido gravados, exatamente neste momento.

“Pegou a arma, pegou a arma”, “‘Cê’ é louco?”, “Pegou a arma?”, perguntou os suspeitos. “Não peguei não, mano”, respondeu o policial. “Os caras ‘pegou’ ele, mano.”, se ouve de outro suspeito atrás.

“Vai dar tiro nos outros agora, vai”, “Vai morrer”, disse o suspeito. “Não dei”, respondeu o policial. “Sacanagem, você deu.”, “Cadê a arma?”, “Você atirou no cara, ###”, completou o suspeito.

Investigações

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil assumiu a investigação para esclarecer as motivações e as circunstâncias exatas do ocorrido.

De acordo com as investigações, a principal suspeita é de que a execução do policial tenha sido ordenada por um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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