O vereador e também secretário municipal de Saúde de Curvelândia (a 311 km de Cuiabá), Roberto Serenini (PL), foi preso nesta quinta-feira (4) durante a Operação Infirmus, deflagrada pela Polícia Civil. Ele é investigado por supostamente utilizar um micro-ônibus da pasta para transportar mais de 50 kg de cocaína até a capital mato-grossense.
O vereador e também secretário municipal de Saúde de Curvelândia (a 311 km de Cuiabá), Roberto Serenini (PL), foi preso nesta quinta-feira (4) durante a Operação Infirmus, deflagrada pela Polícia Civil. Ele é investigado por supostamente utilizar um micro-ônibus da pasta para transportar mais de 50 kg de cocaína até a capital mato-grossense.
A prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão, cumpridos na casa e no gabinete do parlamentar, foram autorizados pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
Como começou a investigação
No dia 18 de agosto, policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) abordaram um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Curvelândia, próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande. O veículo transportava pacientes para tratamento médico em Cuiabá, mas no bagageiro foram localizadas caixas de supermercado contendo cerca de 52 kg de cocaína.
O motorista e os passageiros foram levados para a Central de Flagrantes, prestaram depoimento e acabaram liberados. O laudo pericial confirmou que a substância apreendida era cocaína.
Indícios contra o secretário
Durante o avanço das apurações, os investigadores identificaram que Serenini teria feito contato telefônico com o motorista na noite anterior à viagem e pouco antes da partida. Testemunhas também afirmaram que ele esteve em uma unidade de saúde horas antes do embarque, quando ordenou a troca do veículo que seria usado para transportar os pacientes.
Além disso, denúncias apontaram que o secretário teria mandado apagar imagens do sistema de videomonitoramento do pátio da unidade. O equipamento foi apreendido e submetido à perícia, que confirmou a exclusão de parte das gravações.
Operação e próximos passos
Segundo o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelo caso, as provas já reunidas indicam o envolvimento direto do secretário no esquema de tráfico.
“Este episódio revela como criminosos podem se infiltrar em cargos públicos e usar serviços essenciais, como o transporte de pacientes, para fins ilícitos. O trabalho investigativo foi feito de forma criteriosa para assegurar a responsabilização dos envolvidos”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis participantes da rede criminosa.
