A mãe dos cantores Samuel e Mateus, os “Irmãos do Arrocha”, desabafou nas redes sociais sobre a morte de seus filhos. O pai, que sobreviveu ao acidente, teve alta da UTI mas perdeu a memória do ocorrido. A investigação revelou que o motorista da caminhonete não tinha CNH e foi liberado por falta de flagrante.
A mãe dos cantores Samuel e Mateus, de 17 e 14 anos, os ‘Irmãos do Arrocha’, falou pela primeira vez publicamente após perder seus filhos. Três dias após a tragédia na BR-101, na cidade de Presidente Tancredo Neves, na Bahia, que vitimou seus dois filhos, ela fez uma postagem emocionante nesta quinta-feira (4) nas redes sociais.
“Para uma mãe, perder dois filhos de vez é muito difícil. Eu queria muito que eles estivessem aqui, entre nós, para ver o sonho realizado. Eu estou abatida, triste, mas Deus está me ajudando, dando força para superar”, disse em relato nas redes sociais.
Já o pai da dupla, Josenilson Santana de Almeida, teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas perdeu parte da memória e não lembra do acidente que matou seus dois filhos. Ele achava que estava sozinho no momento do acidente e ficou em choque ao saber da perda.
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Ascensão meteórica
Em apenas uma semana, a dupla de irmãos Samuel e Mateus acumulou mais de 200 mil seguidores em uma rede social. Eles publicaram o primeiro vídeo no dia 24 de agosto, e o conteúdo chamou a atenção do empreendedor Big Lobo, que os ajudou a gravar três músicas autorais.
A simplicidade e o talento dos irmãos, que começaram a cantar na escola e na igreja, os levaram a um sucesso instantâneo. Em menos de uma semana, o número de seguidores pulou de 10 mil para mais de 200 mil. A dupla já havia fechado um contrato com um empresário e estava em negociação para um show com o grupo Toque Dez.
Motorista não tinha CNH
A investigação sobre o acidente revelou que o condutor da caminhonete que se chocou com a motocicleta não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Apesar disso, o homem foi liberado, pois não houve flagrante.
O delegado José Neri informou que o suspeito foi ouvido na Delegacia de Gandu, um local não divulgado com antecedência por conta da revolta da população, que chegou a atear fogo na caminhonete após a tragédia. Em seu depoimento, o motorista afirmou que foi surpreendido pela moto e que deixou o local por medo de ser linchado, negando ter ingerido bebida alcoólica.
A polícia pediu os laudos de necropsia e do local do crime para ajudar na conclusão do caso.
