A fisioterapeuta agredida por um motorista por aplicativo durante uma corrida em Fortaleza, nessa última terça-feira (3), afirmou que ninguém prestou suporte após a agressão que sofreu. Após uma discussão, o motorista chegou a bater a porta do carro no braço da vítima, deu empurrões e a puxou pelos cabelos.
A fisioterapeuta agredida por um motorista por aplicativo durante uma corrida em Fortaleza, nessa última terça-feira (3), afirmou que ninguém prestou suporte após a agressão que sofreu. Após uma discussão, o motorista chegou a bater a porta do carro no braço da vítima, deu empurrões e a puxou pelos cabelos.
O caso foi no bairro São Gerardo e foi flagrada por uma câmera de segurança. A corrida teve início em um shopping center da região e tinha uma parada em uma padaria localizada no bairro, onde ocorreu a agressão. A passageira, identificada como Roberta Leal, registrou um Boletim de Ocorrência após o ocorrido.

(Reprodução / arquivo pessoal)
Em entrevista ao BacciNotícias, a passageira informou que a agressão ocorreu após ela pedir que o motorista fizesse uma parada em uma padaria localizada na rua Padre Anchieta. Ao chegar ao local, no entanto, ele afirmou à vítima que a parada era apenas para embarque e desembarque e que não poderia esperar.
“Ele simplesmente se levantou, abriu o porta-malas e tirou o carrinho do meu filho. Nesse momento, eu achei que ele fosse jogar, e eu tive a defesa de colocar o braço. Eu também estava embaixo do porta-malas, e quando ele baixou, eu suspendi o braço. E aí, ele bateu duas vezes no meu braço”, detalhou a vítima.
Ainda de acordo com Roberta, várias pessoas viram o momento da agressão e não fizeram nada para ajudá-la. “Ninguém ofereceu suporte, tinha uns seis homens de frente, ninguém saiu para prestar ajuda. Eles ficaram de braços cruzados, tipo plateia mesmo”, indignou-se.
Motorista levou pertences da vítima
Após a agressão, o suspeito saiu do local. A passageira relatou que o motorista levou consigo vários pertences que estavam no veículo, que não foram recuperados. “A minha CNH estava no veículo, o RG da minha mãe e o meu, cartões de crédito e de saque, as coisas do meu filho, remédio do meu bebê, uma compra que eu tinha acabado de fazer de um lixeiro e a muleta canadense da minha mãe, que ela usa para locomover. Ficou tudo no veículo, além de mais de 180 reais”, lamentou.
Roberta registrou um Boletim de Ocorrência e passou por exame de corpo de delito. Ela afirmou que está com o psicológico abalado após o ocorrido. “O sentimento depois da agressão foi de total impunidade, porque fica o emocional muito abalado e a sensação de que nada vai acontecer com ele. Isso é o pior sentimento”, descreveu.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga o caso, por meio da delegacia do 3° Distrito Policial (3° DP), como lesão corporal. Já a 99, informou que assim que tomou conhecimento do caso, desligou o motorista da plataforma.
“A 99 lamenta o caso e informa que possui uma política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e quaisquer outras formas de violência, especialmente contra as mulheres. Assim que soube do ocorrido, a empresa bloqueou o perfil do motorista na plataforma. Uma equipe especializada busca contato com a passageira para oferecer acolhimento e orientações sobre o acionamento do seguro, que inclui auxílio para despesas médicas e apoio psicológico. A empresa ressalta que está à disposição para colaborar com as autoridades”, diz a nota.
