Homem de 66 anos é preso, suspeito de matar e esquartejar sua namorada. O homem já havia sido condenado por matar e concretar o corpo de sua própria mãe. Ambos os casos ocorreram em Porto Alegre.
Nesta sexta-feira (5), Ricardo Jardim, publicitário de 66 anos, foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). Ele é suspeito de esquartejar a namorada. O homem já havia sido condenado em 2018, acusado de matar a própria mãe e concretar o corpo dela em 2015.
O suspeito foi capturado depois que câmeras de segurança flagraram o momento em que ele abandonou uma mala com partes do corpo da companheira em um guarda-volumes de uma rodoviária em Porto Alegre.
De acordo com a polícia, a motivação do crime seria financeira, já que o suspeito tentou realizar saques na conta da vítima. Além disso, o publicitário usou o celular da moça, passando-se por ela, o que evitou registros de seu desaparecimento.
Os agentes apontam que o homem tem um perfil psicopata. É possível que ele tenha tentado reproduzir “o crime da mala”, de 1928, quando um imigrante italiano matou e esquartejou a esposa, deixando os restos mortais dentro da Estação da Luz, em São Paulo.
Primeira condenação
Ricardo foi condenado em 2018 por matar a própria mãe e concretar o corpo. Segundo a Justiça do Rio Grande do Sul, o réu deveria cumprir 27 anos de prisão em regime fechado e um ano de detenção. No entanto, no ano passado, o homem progrediu para o regime semiaberto e estava foragido desde 6 de abril de 2024.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), entre abril e maio de 2015, o publicitário teria matado sua mãe, Vilma Jardim, de 76 anos na época. O crime aconteceu no apartamento da família, no bairro Mont’Serrat, na zona norte da capital gaúcha.
Conforme a denúncia, o suspeito teria confessado o crime a um oficial que foi investigar sua residência, mas ficou em silêncio no depoimento. O corpo da mãe foi encontrado dentro de um móvel feito sob medida, onde a família vivia.
Na época, a promotoria concluiu que a principal motivação do crime foi financeira, com o objetivo de usufruir do seguro de vida de R$ 400 mil do antigo companheiro de Vilma.
Durante o julgamento, Ricardo confessou a ocultação de cadáver, mas negou o assassinato, alegando que sua mãe teria se suicidado.
Última condenação
Segundo o diretor do Departamento de Homicídios, delegado Mario Souza, o crime teria ocorrido por volta do dia 9 de agosto. Já no dia 13 do mesmo mês, os primeiros restos mortais foram encontrados dentro de um saco de lixo, no bairro Santo Antônio, zona leste da cidade.
Este homem não pode estar em condições de convívio social. Ele tem altíssima capacidade criminosa, afirmou o delegado.
Uma semana após a suposta data do crime, o tronco da vítima foi colocado dentro de uma mala, que foi levada até uma rodoviária de Porto Alegre e deixada em um guarda-volumes.
O crânio da vítima ainda não foi encontrado. Os policiais suspeitam que haveria uma terceira etapa do crime, uma vez que o criminoso manteve um intervalo de sete dias entre cada ação.
