O padrasto de Moisés Falk da Silva, menino de 4 anos morto com sinais de agressão em Florianópolis no dia 17 de agosto, se tornou réu e responderá por homicídio duplamente qualificado.

Richard da Rosa Rodrigues (foto em destaque), de 23 anos, está preso preventivamente. Já a mãe da criança, grávida de seis meses, teve a denúncia rejeitada e responderá em liberdade, sob medidas cautelares.

Segundo o laudo preliminar, Moisés apresentava marcas de mordida no rosto e hematomas pelo corpo, resultado de violência sofrida por meses.

Padrasto vira réu por morte de menino de 4 anos, com sinais de violência

O padrasto do menino de quatro anos que morreu com indícios de agressões em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 17 de agosto, tornou-se réu e vai responder por homicídio duplamente qualificado.

A decisão da Justiça ocorreu após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

No entanto, a acusação contra a mãe da criança foi rejeitada. A 36ª Promotoria de Justiça afirmou que recebeu a decisão com cautela e avalia recorrer já na próxima semana para tentar reverter o não recebimento da denúncia contra a mulher.

Histórico de maus-tratos

A vítima, Moisés Falk da Silva (foto em destaque), de apenas 4 anos, foi levada para atendimento médico no último dia 17 praticamente sem sinais vitais.

Documentos médicos indicam que o menino, diagnosticado com autismo não verbal, sofria agressões havia meses. Ainda assim, teria tentado pedir ajuda antes de ser encaminhado à uma UPA.

Principal suspeito preso

O padrasto, Richard da Rosa Rodrigues, de 23 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.

A mãe, grávida de seis meses, também foi detida no dia da morte, mas foi liberada após audiência de custódia, sob cumprimento de medidas cautelares, como:

  • comparecer a todos os atos processuais;
  • manter endereço e telefone atualizados;
  • não deixar a comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial;
  • comparecimento trimestral em juízo;
  • recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga, salvo para trabalho e estudo.

Perícia

Segundo o laudo preliminar, o corpo da criança apresentava múltiplos ferimentos compatíveis com agressões físicas, incluindo mordidas no rosto, hematomas no tórax e nas costas.

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