Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar ovos de Páscoa que resultaram na morte de duas crianças em Imperatriz (MA), será julgada pelo Tribunal do Júri. O crime foi motivado por ciúmes do ex-marido e também deixou a mãe das vítimas hospitalizada, mas ela sobreviveu. A acusada tentou fugir, mas foi presa em Santa Inês.

Mulher que envenenou ovos de páscoa e matou crianças vai a júri popular
Mulher que envenenou ovos de páscoa e matou crianças vai a júri popular

A Justiça do Maranhão decidiu que Jordélia Pereira Barbosa (foto abaixo), acusada de envenenar ovos de Páscoa que resultaram na morte de duas crianças em Imperatriz (MA), será julgada por júri popular. O crime, ocorrido em abril de 2025, chocou a cidade pela forma cruel com que foi planejado.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jordélia agiu por ciúmes e vingança contra o ex-marido, que havia iniciado um relacionamento com a mãe das vítimas. Além das duas crianças, de 7 e 13 anos, que morreram após consumir o chocolate envenenado, a mulher também ingeriu o doce e sobreviveu.

Motivo e investigação

O MP apontou que a acusada mantinha contato com a vítima por meio de um perfil falso em redes sociais. Para executar o plano, ela comprou ovos de chocolate em uma loja de Imperatriz, usando peruca e óculos para não ser reconhecida. Imagens de câmeras de segurança confirmaram sua presença no local.

A Polícia Civil apreendeu ainda objetos ligados ao crime, como perucas, notas fiscais, cartões, além de remédios que teriam sido utilizados no envenenamento. Após a entrega do ovo à família, Jordélia tentou fugir, mas foi presa em um ônibus interurbano em Santa Inês.

Defesa e decisão judicial

Durante a audiência, a defesa de Jordélia solicitou um exame psicológico para avaliar a possibilidade de inimputabilidade. O pedido foi negado pelo juiz Glender Malheiros, titular da 2ª Vara Criminal de Imperatriz, que considerou não haver indícios de distúrbios mentais.

Nas alegações finais, o Ministério Público acusou a ré de homicídio doloso pelas mortes das crianças e de tentativa de homicídio em relação à mãe sobrevivente. Já a defesa tentou desclassificar os crimes para homicídio culposo e lesão corporal, sem êxito.

Tragédia na Páscoa

O caso teve ampla repercussão em abril de 2025, quando a Polícia Civil confirmou que o ovo de Páscoa envenenado havia sido entregue por um motoboy à família. O doce estava acompanhado de um bilhete: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa”.

Na época, o pai das crianças prestou os primeiros socorros, mas o filho mais novo não resistiu. A mãe e a filha mais velha chegaram a ser internadas na UTI. Dias depois, a morte da adolescente de 13 anos também foi confirmada.

Ainda não há data definida para o julgamento de Jordélia Barbosa.

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