A Universidade de Brasília (UnB) decidiu expulsar um estudante que gravava e publicava vídeos de dentro das salas de aula, nos quais expunha e constrangia professores e colegas.

Foto: Reprodução
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A Universidade de Brasília (UnB) decidiu expulsar um estudante que gravava e publicava vídeos de dentro das salas de aula, nos quais questionava professores e colegas. A medida foi tomada após análise da Corregedoria da instituição, que considerou a conduta do aluno como incompatível com os princípios acadêmicos.

Segundo a UnB, o estudante registrava debates em sala sem autorização e publicava os trechos editados nas redes sociais, muitas vezes com falas descontextualizadas. O comportamento, de acordo com a universidade, gerava constrangimento e comprometia o ambiente de aprendizado.

A decisão de desligamento foi baseada no Regimento Geral da instituição e segue o Código de Ética da UnB, que prevê a preservação do respeito mútuo e da integridade das atividades acadêmicas.

Em decisão judicial, a juíza responsável pelo caso ratificou a expulsão do estudante, considerando que a medida adotada pela universidade está em conformidade com as normas institucionais e com o direito da instituição de garantir um ambiente respeitoso e seguro para o desenvolvimento acadêmico de seus alunos.

A juíza também argumentou que a postura do estudante prejudicava a dinâmica das aulas e o convívio entre os membros da comunidade universitária.

Além disso, foi destacado que o comportamento do estudante contraria princípios fundamentais da convivência acadêmica, como o respeito à diversidade de opiniões e à integridade dos processos de ensino e aprendizagem. A decisão reforça que a liberdade de expressão não é absoluta e que deve ser exercida com responsabilidade, especialmente no ambiente educacional.

A expulsão do estudante gerou debates entre os membros da comunidade universitária, com alguns defendendo a punição como necessária para preservar o ambiente acadêmico, enquanto outros argumentaram que a medida foi excessiva e que o caso deveria ser tratado de forma mais educativa.

A defesa do estudante ainda pode recorrer da decisão.

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