A influenciadora Caroline Aristides Nicolichi, de 26 anos, afirma ter sido impedida de mudar o nome da filha recém-nascida, registrada como Ariel, para Bella em um cartório de São Paulo. Segundo ela, o arrependimento ocorreu após perceber que profissionais de saúde confundiam o gênero do bebê. O pedido de alteração foi negado sob a justificativa de que a lei não prevê mudança por “arrependimento”. Caroline ainda relatou ter sofrido ameaças e ofensas no local, o que o cartório nega. O caso está sob análise da Corregedoria de Justiça, e a mãe pretende recorrer judicialmente se a solicitação não for aceita.
A influenciadora e empresária Caroline Aristides Nicolichi, de 26 anos, viralizou nas redes sociais após relatar que não conseguiu alterar o nome da filha recém-nascida em um cartório de São Paulo. A bebê, registrada em agosto como Ariel, teria o nome trocado para Bella a pedido dos pais, mas o cartório negou a solicitação.
Segundo Caroline, o arrependimento surgiu poucos dias após o registro, ainda na maternidade. Ela contou que médicos e enfermeiros se referiam ao bebê como menino, já que Ariel é considerado um nome neutro.
“Isso incomodou muito a gente. Ficamos com medo de que no futuro ela sofresse bullying”, explicou.
No dia 18 de agosto, os pais foram até o 28º Cartório de Registro Civil, no Jardim Paulista, para formalizar a alteração. Eles pagaram uma taxa de R$ 188 e foram informados de que poderiam retirar a nova certidão cinco dias depois. Porém, ao retornar, receberam a notícia de que o pedido havia sido negado, pois “arrependimento” não é motivo previsto em lei para mudança do nome.
Caroline afirma que houve discussão com a oficial responsável, que teria se alterado, feito ameaças e até ofensas contra ela.
“Eu saí de lá chorando, desesperada, tremendo. Foi um choque muito grande”, relatou. A influenciadora chegou a registrar boletim de ocorrência contra os funcionários do cartório.
Em nota, o cartório negou as acusações de ameaça e ressaltou que “a legislação não prevê o simples direito de arrependimento posterior à escolha do nome já registrado”. Segundo a instituição, tanto a mãe quanto o pai confirmaram a escolha de “Ariel” no momento do registro, o que inviabilizaria a alteração administrativa.
O advogado da família entrou com pedido junto à Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo, que designou um juiz para avaliar o caso. Caso a solicitação não seja aceita, Caroline afirmou que recorrerá à Justiça.
