O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu aos Estados Unidos que “reduzam as tensões” e evitem um conflito militar, após os EUA enviarem caças para o Caribe. A declaração de Maduro surge em meio a um aumento da ofensiva militar americana contra seu governo, que acusa a Venezuela de ligação com o narcotráfico.
Horas depois de o governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, anunciar o envio de dez caças de guerra F-35 para o Caribe, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu em discurso na noite desta sexta-feira (5), em encontro noturno com membros da milícia, que os norte-americanos reduzam as tensões para que o pior não aconteça: um conflito militar.
“O governo dos Estados Unidos deve abandonar seu plano de mudança violenta de regime na Venezuela e em toda a América Latina e o Caribe e respeitar a soberania, o direito à paz, à independência. Eu respeito o Trump. Nenhuma das diferenças que tivemos e continuamos a ter poderia levar a um conflito militar de grande impacto ou à violência na América do Sul. Não há justificativa para isso”, disse Maduro.
El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, lanzó una advertencia contundente, afirmando que el país pasaría a una «etapa de lucha armada planificada» si llegara a ser agredido.
En un discurso, Maduro declaró que esta respuesta involucraría a “todo el pueblo.#ULTIMAHORA pic.twitter.com/pKb45c3bmN
— Diario La Grey (@diariolagrey) September 6, 2025
Cenário de Tensões
A ofensiva militar se intensifica em meio à política externa mais dura dos EUA contra o governo de Nicolás Maduro. Washington acusa o presidente venezuelano de ter ligações com o cartel de Los Soles, considerado o centro do narcotráfico na região. No entanto, o governo americano não apresentou provas concretas que sustentem a participação direta de Maduro.
Enquanto isso, uma frota de navios de guerra dos EUA se aproxima da costa venezuelana. Em resposta, a Venezuela mobilizou 30 mil soldados para a fronteira com a Colômbia e acionou a ONU, pedindo que os EUA respeitem a soberania do país. Até pesqueiros, que trabalham na costa venezuelana estão em alerta.
