Hytalo Santos, preso acusado de exploração de menores e tráfico de pessoas, teria pedido ajuda para TH Joias para resolver uma situação mal resolvida. Em prints divulgados pelo Fantástico, neste domingo (7), o influenciador pede para que o colega fale com ‘Índio do Lixão’, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, para ameaçar uma jovem que falava mal dele nas redes sociais.

TH Joias e Hytalo Santos (Foto: Reprodução)
TH Joias e Hytalo Santos (Foto: Reprodução)

Hytalo Santos, preso acusado de exploração de menores e tráfico de pessoas, teria pedido ajuda ao ex-deputado TH Joias para lidar com uma situação mal resolvida. Em prints divulgados pelo Fantástico, neste domingo (7), o influenciador pede para que o colega fale com ‘Índio do Lixão’, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, para ameaçar uma jovem que falava mal dele nas redes sociais.

Veja os prints:

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Nas imagens, é possível ver Índio buscando por Hytalo. “Menina falando besteira de você aí. TH me pediu pra eu falar com ela”, escreveu o chefão do CV. Ao que Hytalo responde enviando as informações de contato da vítima.

Amigos de balada

Hytalo, TH Joias e Índio aparentavam ter uma amizade de longa data. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível vê-los juntos curtindo um baile funk no Complexo do Alemão, reduto do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

A gravação circula nas redes sociais e evidencia a proximidade do parlamentar com figuras investigadas por crimes graves. Ainda não há confirmação da data em que o vídeo foi gravado, mas as imagens ganharam repercussão após a prisão de Hytalo no mês passado.

Prisão de TH Joiais

Tiego Raimundo dos Santos Silva, mais conhecido como TH Joias, foi preso pela Polícia Civil sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. Além de empresário no ramo de joias de luxo, ele também atuava como suplente na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde chegou a assumir mandatos temporários.
Apesar da imagem pública ligada ao luxo e ao meio artístico, as investigações apontam que TH também teria papel estratégico em esquemas ligados a facções criminosas. A suspeita é de que ele usava a própria empresa para lavar dinheiro do tráfico, com movimentações que ultrapassam R$ 7 milhões em menos de dois anos.
Índio também foi detido na mesma operação da Polícia Federal.
A defesa de TH contesta todas as acusações e afirma que ele não possui condenações. Seus advogados alegam que as movimentações financeiras são compatíveis com a atividade comercial da joalheria e que a atuação política dele é legítima.
Mesmo assim, a Polícia Civil e o Ministério Público apontam indícios robustos que associam o empresário a grupos criminosos, colocando em xeque sua trajetória pública tanto no mundo das joias quanto na política.

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