A Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou que o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, suspeito de matar e esquartejar a namorada Brasília Costa, tentou se passar pela vítima após o crime. Segundo a investigação, ele usou o celular da mulher para enviar mensagens aos familiares dela, na tentativa de simular que ela ainda estava viva e ganhar tempo para ocultar as partes do corpo.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou que o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, suspeito de matar e esquartejar a namorada Brasília Costa, tentou se passar pela vítima após o crime. Segundo a investigação, ele usou o celular da mulher para enviar mensagens aos familiares dela, na tentativa de simular que ela ainda estava viva e ganhar tempo para ocultar as partes do corpo.
Histórico macabro
A manicure Brasília Costa, de 65 anos, foi identificada como a mulher cujo corpo foi encontrado em partes em Porto Alegre. No dia 13 de agosto, membros foram achados em sacolas de lixo, enquanto o tronco foi depositado em uma mala no guarda-volumes da rodoviária, descoberto apenas 12 dias depois. A polícia, no entanto, ainda procura o crânio da vítima, a única parte que não foi localizada.
O delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios, explicou que a estratégia de Ricardo, ao usar o celular da vítima, tinha como objetivo impedir que familiares registrassem o desaparecimento. A investigação trata o caso como feminicídio, com motivação financeira. A polícia já encontrou documentos e comprovantes de transações que reforçam a suspeita de que o publicitário buscava se apropriar dos bens e cartões de Brasília.
A ficha criminal de Ricardo Jardim é ainda mais macabra. Em 2018, ele havia sido condenado a 28 anos de prisão por matar e concretar a própria mãe em 2015, mas progrediu para o regime semiaberto e estava foragido quando cometeu o novo crime.
