A chegada de um filho transforma a vida de uma mulher, e a relação com o próprio corpo e com o desejo sexual não é exceção.
A chegada de um filho transforma a vida de uma mulher, e a relação com o próprio corpo e com o desejo sexual não é exceção. É comum que, após o parto, a libido diminua por influência hormonal, cansaço e sobrecarga emocional. Mas isso não significa o fim da vida sexual, e sim o começo de uma nova fase de prazer. A psicóloga especialista em sexualidade, Vanessa Valadão, afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que a libido não volta a ser a mesma de antes e essa transformação pode ser ainda mais rica. Ela deu cinco dicas para melhorar a relação.
Respeitar o tempo do corpo e o desejo
O período do puerpério é de intensa transformação. Respeitar o resguardo de cerca de 40 dias é essencial para a recuperação física e emocional. Segundo Vanessa, forçar um retorno precoce pode gerar frustração e até traumas. “Desejo não se apressa, se constrói”, reforça.
Usar lubrificantes sem medo
A amamentação pode reduzir a lubrificação vaginal por causa da ação da prolactina. Muitas mulheres sentem dor ou incômodo nas primeiras relações, o que poderia ser evitado com o uso de lubrificantes. Para a especialista, reaprender o prazer exige conforto, e o lubrificante é um aliado poderoso.
Investir no autocuidado
Com o foco no bebê, muitas mulheres se desconectam do próprio corpo. Atos simples como tomar um banho demorado, hidratar a pele ou usar uma lingerie confortável podem despertar sensações que favorecem a libido. O autocuidado, aqui, é parte essencial do prazer.
Falar sobre o que sente com o seu parceiro (a)
“Muitas mulheres não conseguem expressar o que sentem por medo da reação do parceiro. Mas esse diálogo é essencial”, destaca Vanessa. Compartilhar inseguranças e desejos fortalece a parceria e cria um ambiente de acolhimento. “O outro só pode acolher aquilo que conhece — então, fale.”
Explorar a nova fase sem tentar repetir o passado
Não espere que a libido volte a ser como era antes. O desejo pode surgir de novas formas, com outras intensidades e caminhos. Em vez de tentar “voltar ao normal”, descubra o que pode ser prazeroso com o corpo e a realidade atuais. Se houver bloqueios persistentes ou dores, a terapia sexual pode ser uma ferramenta valiosa de reconexão.
