Polícia Civil do DF desmantelou um esquema de tráfico “inovador” operado em um apartamento de luxo no Sudoeste. Um casal foi preso após criar um sistema de brindes digitais 3D para identificar drogas e fidelizar clientes. A dupla usava símbolos secretos para vender cocaína, ecstasy, haxixe e loló. Prisões foram convertidas em preventivas, e a investigação continua.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou, na noite do último sábado (6), um esquema de tráfico de drogas considerado “inovador e ousado” pelos investigadores. Um casal foi preso em flagrante em um apartamento de alto padrão, localizado na quadra 504 do Sudoeste, onde funcionava uma verdadeira boca de fumo de luxo voltada para a venda de drogas sintéticas e entorpecentes tradicionais.
A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) e revelou que o ponto de distribuição tinha como principal público-alvo adolescentes e jovens que frequentavam escolas, parquinhos infantis e até uma academia ao ar livre utilizada por idosos na região. Após a prisão, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) converteu a detenção do casal em prisão preventiva durante audiência de custódia neste domingo (7).
Esquema “digital” de fidelização
Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou um método incomum de comercialização: os usuários não eram flagrados com drogas em mãos, o que dificultava a comprovação do crime. Com uma análise minuciosa, os investigadores descobriram que os traficantes haviam criado um sistema de códigos secretos usando pequenos objetos tridimensionais digitais (3D) como “brindes” para os clientes.
Cada símbolo representava um tipo de droga:
- Esqueleto de peixe: cocaína
- Raio: ecstasy
- Floco de neve: haxixe ou loló
Segundo os policiais, os brindes funcionavam como um cartão de fidelidade e tinham dois objetivos: disfarçar a relação criminosa e criar um laço de exclusividade entre o fornecedor e o usuário.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil acredita que o casal fazia parte de uma rede maior de distribuição, que ainda está sendo mapeada. Os investigadores analisam mensagens, movimentações financeiras e possíveis conexões com outros pontos de venda no Distrito Federal.
Foram apreendidos drogas sintéticas, embalagens personalizadas, celulares e anotações do esquema, além dos objetos digitais usados no programa de fidelização.
O casal deve responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A PCDF reforçou que novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.
