A deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente na Itália, se apresentou de forma confusa em uma sessão virtual da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta quarta-feira (10/9). Ao se conectar na videoconferência de uma testemunha em seu próprio processo de cassação, Zambelli demonstrou desconhecimento sobre sua função na audiência,
A deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente na Itália, se apresentou de forma confusa em uma sessão virtual da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta quarta-feira (10). Ao se conectar na videoconferência de uma testemunha em seu próprio processo de cassação, Zambelli demonstrou desconhecimento sobre sua função na audiência, questionando sua participação e alegando não estar preparada para responder a questionamentos.
Com uma aparência visivelmente abatida no telão da CCJ, a parlamentar afirmou ter sido informada de que seria ouvida apenas no dia 19. Uma funcionária da comissão esclareceu que a sessão era, na verdade, para a oitiva de Walter Delgatti, o hacker. Pouco depois, o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, entrou na chamada para acalmá-la.
A participação online da deputada foi viabilizada após negociações entre a CCJ e as autoridades judiciais italianas. Zambelli corre o risco de perder seu mandato parlamentar, tendo sido condenada por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O crime teria sido cometido com a ajuda de Delgatti, conhecido como “hacker de Araraquara”, que está preso desde 2023. Ele estava programado para depor na condição de testemunha, por videoconferência, às 10h. A defesa da parlamentar solicitou que o testemunho de Delgatti possa ser submetido à perícia técnica, sob a justificativa de que ele já teria mentido em outras ocasiões e poderia repetir a conduta.
Além de Delgatti, outros depoimentos previstos incluem Michel Spiero, assistente técnico da defesa, agendado para as 14h. Entre as testemunhas de defesa de Zambelli também estão o perito judicial Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, e o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio. A estratégia da defesa é reforçar a tese de que a deputada é alvo de perseguição política.
Carla Zambelli, que estava foragida da Justiça desde sua saída do Brasil em maio, foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela invasão do sistema do CNJ, em colaboração com Walter Delgatti. A decisão do STF também determinou a perda de seu mandato, medida que, no entanto, ainda precisa ser oficializada pela Câmara dos Deputados.
