A Polícia Civil de Pernambuco concluiu nesta quarta-feira (10) o inquérito que apurava a morte do caminhoneiro Ayres Botrel, de 60 anos, assassinado dentro de casa, em Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho. O crime, ocorrido em 20 de junho, foi encomendado pela própria filha da vítima, Amanda Chagas Botrel, que, segundo as investigações, deu instruções para que os executores não disparassem contra o rosto do pai.

Filha que mandou matar o pai orientou assassinos a não atirar no rosto para garantir velório de caixão aberto (Foto: Reprodução)Filha que mandou matar o pai orientou assassinos a não atirar no rosto para garantir velório de caixão aberto (Foto: Reprodução)
Filha que mandou matar o pai orientou assassinos a não atirar no rosto para garantir velório de caixão aberto (Foto: Reprodução)Filha que mandou matar o pai orientou assassinos a não atirar no rosto para garantir velório de caixão aberto (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu nesta quarta-feira (10) o inquérito que apurava a morte do caminhoneiro Ayres Botrel, de 60 anos, assassinado dentro de casa, em Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho. O crime, ocorrido em 20 de junho, foi encomendado pela própria filha da vítima, Amanda Chagas Botrel, de 19 anos, que, segundo as investigações, deu instruções para que os executores não disparassem contra o rosto do pai.

O objetivo, segundo ela, era garantir que o velório pudesse ser realizado com o caixão aberto.

O delegado Rodrigo Belo, responsável pelo caso, detalhou em coletiva de imprensa que cinco pessoas foram presas por envolvimento no assassinato. Além de Amanda, que confessou o crime, participaram do plano Daniel, amigo de infância dela, e outros três homens contratados como executores.

Amanda foi presa poucos dias depois do homicídio, após cair em contradições durante depoimentos. Câmeras de segurança mostraram apenas o carro dela chegando à residência da família no dia do crime, o que levantou suspeitas de participação direta. Confrontada, a jovem acabou admitindo a autoria intelectual, motivada pelo interesse no patrimônio do pai, estimado em R$ 2 milhões.

De acordo com a investigação, Amanda ofereceu R$ 50 mil e um apartamento a Daniel para que ele articulasse a execução. Foi ele quem buscou comparsas, mesmo já estando preso por tráfico de drogas. Em depoimento, Daniel tentou justificar sua participação alegando que Amanda dizia sofrer abusos do pai, mas a polícia descartou essa versão como falsa.

Durante o planejamento, Amanda chegou a indicar os pontos de entrada e saída da casa, além de orientar sobre câmeras de segurança. Ela também pediu que o carro utilizado na fuga, de sua propriedade, não fosse queimado após o crime.

Prisões

Com a conclusão do inquérito, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos envolvidos. Dois deles já estavam no sistema prisional e foram transferidos para outras unidades, enquanto os demais foram localizados em operações recentes: um no Rio Grande do Norte e dois no bairro de Charnequinha, em Cabo de Santo Agostinho.

Todos os cinco acusados foram indiciados. Amanda e Daniel são apontados como mentores do crime, e os outros três como executores. Para o delegado Rodrigo Belo, trata-se de um caso “estarrecedor”, tanto pela frieza da filha quanto pelo nível de planejamento para eliminar o próprio pai.

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