O MPDFT deflagrou a segunda fase da Operação Armlock, cumprindo 22 mandados no DF e em Goiás. A investigação apura desvio de verbas da Secretaria de Esporte por meio da Associação Centro-Oeste Jiu-Jitsu, suspeita de ser entidade de fachada. Entre os investigados estão a ex-secretária Giselle Ferreira e o ex-deputado Reginaldo Rocha Sardinha. O esquema envolveria peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Vice-Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (11) a segunda fase da Operação Armlock, que investiga desvios de recursos públicos no setor esportivo. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás.
De acordo com apuração do Portal Metrópoles, entre os investigados estão o ex-deputado distrital Reginaldo Rocha Sardinha e a ex-secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira de Oliveira.
As investigações apontam que um suposto esquema foi montado a partir de parcerias da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEL-DF) com a Associação Centro-Oeste Jiu-Jitsu (COJJ), considerada entidade de fachada. O grupo é suspeito de praticar peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em procedimentos administrativos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo o MP, a COJJ teria servido como porta de entrada para verbas públicas que eram desviadas e, em parte, usadas para custear eventos privados da Federação Brasiliense de Jiu-Jitsu Desportivo (FBJJD). Outra parte do dinheiro, inflado por meio de orçamentos falsos, notas fiscais superfaturadas e documentos frios, era distribuída entre empresários, dirigentes esportivos e servidores públicos.
As apurações também indicam que funcionários da SEL-DF desempenharam papel direto no esquema, autorizando e validando processos administrativos desde a entrada de documentos até a liberação dos recursos.
No centro da operação está Francisco Grisolia Santoro, presidente de fato da FBJJD, apontado como articulador principal das manobras ilegais. Ele teria contado com o apoio da ex-secretária Giselle Ferreira, acusada de validar expedientes fraudulentos e atuar em alinhamento com Santoro.
Outro nome citado é o do ex-deputado Reginaldo Rocha Sardinha, suspeito de direcionar emendas parlamentares para projetos simulados pela COJJ. Em troca, ele teria recebido parte dos valores liberados.
A ação desta quinta-feira contou com o apoio do Departamento de Combate à Corrupção (DECOR), da Corregedoria da Polícia Civil e do Gaeco do Ministério Público de Goiás.
