Um homem trans, desabafou sobre o preconceito que sofreu ao ser chamado de “mãe” por profissionais de saúde durante o parto do seu filho. Ele, que optou por gerar o próprio filho, descreveu a experiência como uma prova de força e ressaltou a importância de ser reconhecido como pai.
O norte-americano Bennet Kaspar Williams, um homem trans, desabafou sobre a experiência de ser chamado de “mãe” durante a gestação do seu filho. Em seu desabafo, ele relatou que, mesmo com barba a cirurgia e remoção dos seis, enfermeiras insistiam em tratá-lo no feminino, causando desconforto e disforia.
Processo de transição
Bennett descobriu ser trans em 2011 e iniciou o processo de sua transição em 2014. Em 2017, conheceu seu marido, Malik, e o casal decidiu ter filhos. Para engravidar, Benett precisou interromper o tratamento hormonal com testosterona. Ele explicou que não sentia disforia em relação a essa parte do corpo, e, descreveu a cirurgia de retirada dos seios como um alívio.
Gestação
A gestação teve início em março de 2020, um pouco antes do início da pandemia de Covid-19. O filho, nasceu em outubro daquele ano, por meio de uma cesariana.
Constrangimento no parto
Segundo Bennett, o hospital foi o local onde ele enfrentou os maiores desafios. Na ocasião, a falta de reconhecimento de sua identidade de gênero pelo sistema de saúde se tornou uma fonte de disforia.
“Mesmo com uma barba cheia, um peito achatado e um marcador de gênero ‘masculino’ em todas as minhas identificações, as pessoas não podiam deixar de me chamar de ‘mãe’ ou ‘senhora’“, comentou em seu desabafo.
Apesar das dificuldades, Bennett descreveu a experiência de gerar o próprio filho como uma prova de força. Para ele, a gravidez não teve nada de “feminino” e representou o ato mais difícil e corajoso.
“Sou um pai que gerou o próprio filho”, conclui Benett.
O que é disforia?
A disforia de gênero é um estado de angústia que pode ocorrer quando a identidade de gênero de uma pessoa difere do sexo atribuído ao nascer.
Pessoas transgênero apresentam disforia de gênero em algum momento da vida.
De acordo com o portal ‘Mayo Clinic’, o diagnóstico de disforia de gênero está incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). O DSM-5 é publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. O diagnóstico foi criado para ajudar pessoas com disforia de gênero e terem acesso aos cuidados de saúde e ao tratamento que necessitam. O diagnóstico de disforia de gênero foca no sentimento de sofrimento como a questão, não na identidade de gênero.
