A ministra Cármen Lúcia, indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula em 2006, é uma das figuras mais notáveis da Corte. Jurista, professora e magistrada, ela foi a segunda mulher a integrar o Supremo e é conhecida por suas posições firmes e votos decisivos em casos de grande repercussão.
A ministra Cármen Lúcia, indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula em 2006, é uma das figuras mais notáveis da Corte. Jurista, professora e magistrada, ela foi a segunda mulher a integrar o Supremo e é conhecida por suas posições firmes e votos decisivos em casos de grande repercussão.
Trajetória
Nascida em Montes Claros (MG), Cármen Lúcia construiu uma sólida carreira no direito. Antes de chegar ao STF, foi procuradora do estado de Minas Gerais de 1983 a 2006, atuando também como procuradora-geral.
No STF, ela quebrou tradições e foi pioneira em diversos aspectos. Cármen Lúcia foi a primeira ministra a usar calças compridas em uma sessão do plenário, relaxando o antigo costume que exigia o uso de saias ou vestidos longos.
Em 2016, a ministra assumiu a presidência do STF, sucedendo Ricardo Lewandowski. Durante seu mandato, serviu como presidente da República em duas ocasiões, durante viagens do então presidente Michel Temer. Cármen Lúcia foi a segunda mulher a ocupar o cargo de chefe do Executivo.
Atualmente, ela preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela segunda vez, tendo ocupado o posto anteriormente entre 2012 e 2013.
Votos e posições
Ao longo de sua atuação, a ministra Cármen Lúcia participou de julgamentos históricos. Ela votou a favor da Lei da Ficha Limpa, da Lei Maria da Penha, e do uso de células-tronco. Também defendeu a união homoafetiva e o aborto em casos de fetos anencéfalos.
Em 2023, seu voto foi decisivo para a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro até 2030. A ministra argumentou que Bolsonaro fez um “monólogo de autopromoção” usando a estrutura pública em um período de propaganda eleitoral proibida.
Conhecida por sua postura assertiva, ela já interrompeu colegas para rebater argumentos dos quais discordava, como no caso em que defendeu que as mulheres não podem ser tratadas como “coitadas” em disputas eleitorais.
