Juliano Biron,  de42 anos, considerado o traficante mais procurado do Rio Grande do Sul, foi preso na Bolívia, na quarta-feira (10). Conhecido por sua periculosidade, ele chegou a armar uma emboscada para assassinar o amante de sua namorada, em 2016.

Traficante mais procurado do RS é preso na Bolívia após homicídio de fotógrafo (Foto:  Divulgação/Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Bolívia)
Traficante mais procurado do RS é preso na Bolívia após homicídio de fotógrafo (Foto: Divulgação/Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Bolívia)

Juliano Biron, de 42 anos, considerado o traficante mais procurado do Rio Grande do Sul, foi preso na Bolívia, na quarta-feira (10). Conhecido por sua periculosidade, ele chegou a armar uma emboscada para assassinar o amante de sua namorada, em 2016.

Foragido desde outubro do ano passado, Biron também foi condenado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e utilizava identidade falsa.

O criminoso foi detido por agentes da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), responsável por combater redes de tráfico de drogas no país vizinho. Outro suspeito gaúcho, morador de Cachoeirinha, também foi preso durante a operação, realizada em Santa Cruz de la Sierra, onde Biron se apresentava como João Paulo Zucco, natural de São José (SC).

Ele já acumula 33 anos de pena em regime fechado. Desde sua chegada à Bolívia, Biron era monitorado pelas autoridades, com informações repassadas pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) à Polícia Federal e à polícia boliviana. Segundo o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações do Denarc, “nossa prioridade era prender o Biron, por isso fornecemos características físicas, veículos e possíveis esconderijos às autoridades locais”.

Histórico criminal e condenações

Em 2020, Biron foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, amante de sua namorada. Ele passou por penitenciárias federais e estaduais, cumpriu parte da pena em prisão domiciliar humanitária e, posteriormente, em Cascavel (PR), sem tornozeleira eletrônica. Em outubro de 2022, recebeu nova condenação por tráfico e lavagem de dinheiro.

Biron substituiu Fabio Rosa Carvalho, o “Fabio Noia”, como fugitivo gaúcho mais procurado, após a captura deste na Argentina, em agosto.

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