A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), provocou reações de aliados e opositores. Entre elas, a do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que, em tom de ameaça, comentou sobre possíveis medidas militares dos Estados Unidos caso considere necessário. Entre elas, o envio de caças F-35 e navios de guerra.
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), provocou reações de aliados e opositores. Entre elas, a do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que, em tom de ameaça, comentou sobre a possibilidade de os Estados Unidos recorrerem a medidas militares, incluindo o envio de caças F-35 e navios de guerra, caso considerem necessário.
O parlamentar não descartou a hipótese de intervenção americana no Brasil. “Se o regime brasileiro for consolidado e tiver uma evolução igual à da Venezuela, com eleições que não são nada transparentes, sem a ampla participação da oposição, regado a censura e prisões políticas, no Brasil pode perfeitamente no futuro ser necessária a vinda de caças F-35 e de navios de guerra”, afirmou em entrevista à coluna de Paulo Cappelli.
O deputado ainda destacou que a declaração da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicando disposição dos EUA para defender a liberdade de expressão, demonstra “atenção às autoridades brasileiras”.
Potencial de destruição do F-35
O F-35, conhecido como Lightning II, é um caça multifuncional de quinta geração desenvolvido para dominar diferentes cenários de guerra. Operado pelos EUA, o modelo combina desempenho avançado, tecnologia stealth e sistemas de sensores de última geração, capazes de coletar e distribuir dados em tempo real no campo de batalha, além de compartilhar informações com outras aeronaves e unidades militares.
A aeronave atinge velocidades próximas a 2.000 km/h e possui compartimentos internos e externos para transporte de mísseis, bombas convencionais e até ogivas nucleares B61, de cerca de 320 kg. Sua versatilidade permite atuação em missões ar-ar, ar-terra, reconhecimento e vigilância, tornando o F-35 uma peça estratégica tanto em ataques de precisão quanto em operações de inteligência e monitoramento.
Desde o início do desenvolvimento da aeronave, os Estados Unidos já investiram mais de US$ 2 trilhões no desenvolvimento e modernização do caça, segundo dados do Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA.
O objetivo principal do F-35 é realizar operações em território hostil, e isso requer que o avião sobreviva a qualquer míssil que possa estar vindo em sua direção, além de garantir furtividade para cumprir missões mesmo diante de sistemas de defesa avançados.
Especialistas apontam que a presença de caças desse nível em território próximo poderia alterar significativamente o equilíbrio militar na região, com capacidade de neutralizar defesas aéreas, monitorar movimentações estratégicas e atingir alvos críticos com precisão cirúrgica. A combinação de tecnologia stealth e armamentos sofisticados torna o F-35 um dos aviões de combate mais temidos do mundo, capaz de operar em cenários complexos sem ser facilmente detectado.
O valor de uma única unidade do F-35 é estimado em cerca de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 430 milhões).
F-35 usado em guerras
Os caças F-35 já foram empregados em diversos conflitos recentes. Desde 2018, participaram de operações entre Israel e Irã, com o primeiro derrube de um drone registrado em 2021. No Afeganistão, a aeronave foi utilizada em ataques contra o Talibã em 2025. No mesmo ano, os F-35 também foram deslocados para o Caribe em missões de combate ao narcotráfico, contribuindo para aumentar a tensão regional com a Venezuela.
Conflitos no Oriente Médio e Afeganistão
F-35 foi empregado pela primeira vez em combate por Israel em 2018, durante operações contra o Irã na Síria. Em 2021, os caças F-35I israelenses derrubaram dois drones iranianos, marcando o primeiro abate do tipo realizado por esse modelo no mundo. Além disso, os F-35 foram utilizados em ataques contra o Talibã no Afeganistão ainda em 2018.
Tensões no Caribe e América do Sul
Em setembro de 2025, os Estados Unidos enviaram dez caças F-35 para Porto Rico com o objetivo de apoiar operações contra cartéis de drogas na América do Sul. A movimentação militar aumentou as tensões com a Venezuela, reforçando preocupações sobre a presença estratégica americana na região.
