Câmeras de segurança flagraram os adolescentes suspeitos de matar a recepcionista Samara Aparecida da Conceição, de 34 anos, em Colíder, a 648 km de Cuiabá. Nas imagens, obtidas com exclusividade pelo portal BacciNotícias, é possível ouvir a filha da vítima, de 13 anos, debochando da reação da mãe enquanto ela era morta.
Câmeras de segurança flagraram os adolescentes suspeitos de matar a recepcionista Samara Aparecida da Conceição, de 34 anos, em Colíder, a 648 km de Cuiabá. Nas imagens, obtidas com exclusividade pelo portal BacciNotícias, é possível ouvir a filha da vítima, de 13 anos, debochando da reação da mãe enquanto ela era morta.
“Ela começou a tremer a bunda, véio”, disse a adolescente, em tom de escárnio, durante o crime.
Passo a passo do crime
Samara foi encontrada morta dentro do próprio quarto na madrugada desta quinta-feira (11). O corpo estava com as mãos amarradas atrás por fios de um ferro de passar roupas e uma camiseta enrolada no pescoço, indicando asfixia. Segundo a Polícia Civil, o assassinato ocorreu entre a noite de quarta-feira (10) e a madrugada desta quinta.
A filha da vítima e o namorado dela, de 16 anos, foram apreendidos junto a outros dois adolescentes que teriam participado do homicídio. Após o crime, câmeras flagraram o grupo caminhando tranquilamente pelas ruas da cidade. A polícia acredita que a motivação esteja ligada ao fato de Samara não aceitar o relacionamento da filha com o rapaz.
Recepcionista em UPA
Samara trabalhava como recepcionista em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Colíder. Em nota, a prefeitura lamentou a morte, destacou sua dedicação no trabalho e prestou solidariedade à família e aos colegas.
A vítima tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, que já foi ouvido pela Polícia Civil e está colaborando com as investigações. A polícia também reforçou que os adolescentes apreendidos não possuem ligação com facções criminosas.
Investigações
De acordo com os investigadores, o crime foi premeditado. A polícia vai analisar o conteúdo dos celulares apreendidos para entender a participação de cada um no assassinato. O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio qualificado e segue em apuração pela Polícia Civil.
