Um caso de racismo ganhou repercussão nacional após um vídeo expor ofensas sofridas por Noemi Ferrari durante seu primeiro dia de trabalho em uma farmácia localizada em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 2018. A farmácia se manifestou nesta sexta-feira (12), em suas redes sociais, e lamentou o episódio.
Um caso de racismo ganhou repercussão nacional após um vídeo expor ofensas sofridas por Noemi Ferrari durante seu primeiro dia de trabalho em uma farmácia localizada em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 2018. A farmácia se manifestou nesta sexta-feira (12), em suas redes sociais, e lamentou o episódio.
A situação vivenciada por Noemi veio à tona em março deste ano, após o desligamento da colaboradora. Um processo movido pela vítima deu a ela ganho de causa com uma indenização de R$ 56 mil.
Ocorrência de racismo
Nas imagens, a autora das ofensas inicia uma gravação e pede para que Noemi, que sorri de forma tímida, “dê um oi” para a câmera. Em seguida, a agressora faz comentários de cunho racista e debocha das futuras funções da novata.
“Tá escurecendo a nossa loja? Acabou a cota, tá, gente? Negrinho não entra mais”, disse. Ela continuou com as ofensas, questionando se a nova funcionária ficaria no caixa, tiraria o lixo ou passaria pano no chão, em tom de zombaria.
O vídeo, onde Noemi aparece visivelmente constrangida, rapidamente se espalhou na internet, alcançando mais de 2,3 milhões de visualizações. A jovem, indignada, escreveu na legenda: “Sim, vocês estão vendo e ouvindo isso mesmo. Fui vítima não só de racismo, e não pretendo ficar em silêncio”.
Posição da empresa e repercussão
Em resposta à repercussão, a Drogasil emitiu um comunicado oficial. A empresa condenou o ato de discriminação e informou que a funcionária responsável pelas ofensas foi desligada de suas funções imediatamente. A rede de farmácias também declarou que forneceu apoio jurídico e psicológico a Noemi.
“A diversidade e o respeito fazem parte dos nossos valores. Não compactuamos com qualquer manifestação de racismo e seguiremos atuando para garantir um ambiente seguro, inclusivo e de acolhimento para todos os nossos colaboradores”, diz a nota.
Nos comentários da publicação, internautas criticaram o posicionamento da empresa e relataram outros episódios. “Esse post é típico aquele branco que diz que tem “até” amigos pretos. Lamentável”, declarou um. “Pior empresa que já trabalhei. Não aguentei 5 meses e pedi demissão”, comentou outro. “Boicote a essa farmácia é o mínimo a ser feito”, defendeu uma outra pessoa.
Vitória na Justiça
Em uma atualização em sua conta nas redes sociais, Noemi afirmou que já procurou a Justiça e obteve uma vitória em primeira instância contra a colega que a humilhou.
