A Polícia do Paraná segue em busca dos quatro amigos que desapareceram em Icaraíma após irem ao local cobrar uma dívida de R$ 255 mil. O carro das vítimas, uma Fiat Toro, foi encontrado na sexta-feira (12) enterrado e com marcas de tiros e sangue, mas sem os corpos. A localização do veículo só foi possível graças a uma carta anônima e a informações de um delator.
Com a ausência dos corpos, o Corpo de Bombeiros passou a vasculhar áreas de mata com cães farejadores, na tentativa de encontrar novas pistas ou possíveis locais de ocultação dos cadáveres. A investigação aponta que a dívida se refere à compra de uma propriedade que não foi paga, e dois suspeitos — pai e filho — são considerados foragidos. O caso é tratado como homicídio pela Polícia Civil, e segue sob sigilo.
A Polícia do Paraná segue, neste domingo (14), as buscas pelos quatro amigos que desapareceram em Icaraíma, no noroeste do estado, após irem ao local para cobrar uma dívida de R$ 255 mil. O grupo está desaparecido desde 5 de agosto, quando saiu de São José do Rio Preto (SP) para tentar reaver o valor de uma negociação de imóvel que não foi paga.
Na última sexta-feira (12), a polícia localizou o carro utilizado pelas vítimas, uma picape Fiat Toro, enterrado em uma área de difícil acesso a cerca de nove quilômetros de uma propriedade rural possivelmente ligada ao crime. O veículo estava coberto por uma lona e precisou ser escavado para ser removido.
Dentro do carro, a Polícia Científica encontrou vestígios de sangue e diversas marcas de disparos de arma de fogo. Um objeto com o nome de uma pessoa também foi apreendido para perícia. Apesar das evidências de violência, os corpos das vítimas não estavam no local.
A descoberta do veículo só foi possível graças a uma carta anônima deixada na casa do pai de uma das vítimas, que indicava de forma detalhada o local onde o carro estaria enterrado. Um informante também colaborou com a localização. Segundo o coronel Hudson Leôncio Teixeira, secretário de Segurança Pública do Paraná, a denúncia foi decisiva para avançar nas investigações.

Diante da ausência dos corpos, o Corpo de Bombeiros passou a atuar nas buscas, usando cães farejadores para vasculhar áreas de mata próximas ao local onde o carro foi encontrado. A Polícia Militar também utilizou um helicóptero com câmeras de infravermelho para tentar localizar vestígios de calor humano na região.
Entenda a dívida
Os quatro desaparecidos foram identificados como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. Segundo as investigações, a dívida cobrada por eles seria referente à compra de uma propriedade. Alencar fez a venda, mas o comprador — que não teve o nome divulgado — não pagou as dez notas promissórias de R$ 25,5 mil.
Os outros três homens, Diego, Robishley e Rafael trabalhavam irregularmente há pelo menos treze anos fazendo cobranças de dívidas de modo agressivo e persuasivo, segundo a polícia. Eles teriam sido contratados pelo Alencar para cobrar a dívida da família Buscariollo e saíram de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para realizar a cobrança junto com o contratante.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) trata o caso como homicídio e trabalha com a hipótese de execução dos quatro homens. Dois suspeitos, pai e filho, são considerados foragidos. A investigação segue em sigilo e novas buscas serão realizadas nos próximos dias.
