Uma analista de redes sociais teve um pedido de indenização por doença ocupacional negado após ser flagrada no festival Lollapalooza, em São Paulo, enquanto estava de atestado médico por transtornos psíquicos.
Uma analista de redes sociais teve seu pedido de indenização por doença ocupacional negado após ser flagrada no festival Lollapalooza, em São Paulo, enquanto estava de atestado médico por transtornos psíquicos.
Segundo informações da CNN Brasil, o Tribunal Regional do Trabalho reverteu a decisão da primeira instância, que havia condenado a empresa a pagar mais de R$ 200 mil, ao constatar que a funcionária participou do evento durante o afastamento.
No processo, a mulher alegou ter desenvolvido síndrome de pânico e depressão devido ao excesso de trabalho, causado pela análise diária de milhares de vídeos e cobranças intensas.
No entanto, a defesa da empresa argumentou que a doença tinha caráter preexistente e multifatorial, com histórico de ansiedade e tratamento psicológico anterior à contratação, e essa tese foi acolhida pela Justiça.
A magistrada destacou que o comparecimento da reclamante ao festival evidenciou um “grau de funcionalidade incompatível à severidade alegada” da doença. O Tribunal também considerou que o benefício previdenciário concedido em 2023 não possuía caráter acidentário e que a empresa oferecia suporte psicológico 24h e pausas adicionais aos funcionários.
Diante do conjunto de provas, o Tribunal afastou o nexo causal com o trabalho, julgando improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e estabilidade. A decisão ainda cabe recurso.