Um homem foi indiciado pela morte de sua prima em Teresina, Piauí, após a polícia concluir que ele forjou um suicídio. Laudo do IML apontou estrangulamento e encontrou material genético do primo, Herleson de Sousa, sob as unhas da vítima, levando-o a confessar o crime.
Praticamente dois meses depois de Tainá da Silva Sousa, de 22 anos, ser encontrada morta em seu apartamento, no residencial Torquato Neto, Zona Sul de Teresina, a Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito, nesta segunda-feira (15). Herleson de Sousa, primo da vítima, foi indiciado como autor do crime.
Conhecido como Coquinho, Herleson teria forjado a morte da prima, que foi encontrada sem vida, com sinais de facada no dia 21 de junho. Segundo a delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Teresina, responsável pelo caso, ele teria colocado comprimidos na boca da vítima para simular um suicídio.

Conclusão do inquérito
A investigação só chegou ao autor do crime após a conclusão de um laudo realizado pelo Instituto de Medicina Legal (IML) que apontou estrangulamento. Além disso, foram encontrados material genético de Herleson sob as unhas da vítima. Ao ser confrontado com as provas, ele confessou o crime durante interrogatório.
“Um laudo chegou à conclusão de que não era suicídio. Ele tentou simular colocando comprimidos na boca da vítima, e ao analisar o corpo e ver que não se encontrava na região estomacal, já foi afastada a possibilidade”, afirmou a delegada.
No dia da morte, testemunhas afirmaram que viram Tainá consumindo bebida alcoólica ao lado de um homem, que saiu do apartamento momentos antes da polícia chegar. O caso foi encaminhado para o Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), que irá apresentar a denúncia à Justiça.
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