A execução do ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Segurança de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, está cercada de mistério, mas a investigação já trabalha com duas principais hipóteses.

Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes

A execução do ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Segurança de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, está cercada de mistério, mas a investigação já trabalha com duas principais hipóteses.

Conhecido por atuar no combate da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Ruy foi vítima de uma emboscada na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral paulista. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou fugir dos criminosos, mas perdeu o controle do carro e capotou após bater em um ônibus.

Fontes revelaram com exclusividade ao BacciNotícias as hipóteses para a execução:

  1. Ligação com o PCC: a primeira hipótese aponta para uma ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC). A polícia já tem o nome de um integrante da facção, responsável por intermediar conversas entre presídios e favelas dominadas, que pode ter sido o mandante do crime.

    Esse faccionado, comparsa de Marcola, estava preso em um presídio federal e ganhou liberdade há poucas semanas, ele pode ter recebido a missão de eliminar o delegado, desafeto direto do chefe do PCC.

    Ruy Ferraz foi um dos responsáveis por conduzir o inquérito que arruinou a vida de Marcola, motivo pelo qual foi jurado de morte pela facção em 2019.

    2) Disputa em contratos da Prefeitura: A segunda hipótese envolve uma possível divergência em contratos de licitação da Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy Ferraz exercia o cargo de secretário de Segurança.

Quem era Ruy Ferraz Fontes

Ruy era delegado de Polícia há mais de quatro décadas, formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo e com especialização “latu sensu” em Direito Civil na mesma instituição.

Ao longo de sua carreira, também se especializou em Administração Geral e Financeira em Órgãos Públicos e participou de cursos internacionais, como o Programa Anti-Drogas e Anti-Terrorismo, promovido pelo Ministério do Interior da França, e o curso de Aperfeiçoamento em Repressão às Drogas em Vancouver, oferecido pela Polícia Montada do Canadá.

Iniciou sua trajetória como delegado titular da Delegacia de Polícia de Taguaí (Deinter 7). Posteriormente, atuou como delegado assistente na Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegado titular da 1ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes do DENARC e da 5ª Delegacia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do DEIC, além de comandar outras unidades na capital paulista.

Ruy também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e ocupou o cargo de Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP). Além da carreira policial, atuou como professor assistente de Criminologia e Direito Processual Penal na Universidade Anhanguera e como docente de Investigação Policial na Academia da Polícia Civil de São Paulo.

Em janeiro de 2023, Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande.

 

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