As forças israelenses lançaram na terça-feira (16) uma incursão terrestre de grande escala na Cidade de Gaza, descrita como o último reduto estratégico do grupo Hamas no território palestino.
As forças israelenses lançaram na terça-feira (16) uma incursão terrestre de grande escala na Cidade de Gaza, descrita como o último reduto estratégico do grupo Hamas no território palestino.
Em uma declaração na plataforma X, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que “Gaza está em chamas”, enfatizando que seu Exército está “atacando com punho de ferro” a infraestrutura terrorista. O objetivo, segundo ele, é libertar os reféns e erradicar o Hamas. “Não recuaremos e não desistiremos — até a conclusão da missão”, assegurou Katz.
Fontes militares israelenses, de acordo com a agência Reuters, confirmaram o início da fase principal da ofensiva contra a Cidade de Gaza, com tropas avançando mais profundamente em direção ao seu centro. Esta ação sucede um cerco de aproximadamente um mês, marcado por intensos bombardeios diários e a destruição de inúmeros edifícios altos que Israel alegava serem utilizados pelo Hamas.
A intenção é de que as tropas na área sejam ampliadas nos próximos dias, com o Exército israelense preparado para sustentar as operações contra o Hamas pelo período que se fizer necessário.
A investida terrestre dá sequência a um plano aprovado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no início de agosto, que prevê a tomada de toda a Faixa de Gaza, com foco inicial na Cidade de Gaza, onde reside cerca de um milhão de palestinos. Em resposta a repetidos apelos de evacuação israelenses, milhares de habitantes já se deslocaram para o sul da Faixa.
Um porta-voz militar israelense, conforme a Reuters, expressou o desejo de que a operação seja conduzida com a máxima celeridade, mas sem comprometer a segurança das tropas, dos reféns e da população civil.
Testemunhas reportaram uma sequência de ataques aéreos intensos sobre a Cidade de Gaza durante a noite de segunda-feira, precedendo o avanço das tropas. A agência também divulgou a estimativa militar israelense de que 40% dos residentes da cidade já se retiraram para as regiões do sul.
O presidente Donald Trump manifestou apoio à operação. Na tarde de segunda-feira, Trump já havia declarado ter recebido informações de que o Hamas teria deslocado reféns detidos em Gaza desde outubro de 2023 para a superfície, com o propósito de utilizá-los como “escudos humanos”.
“Espero que os líderes do Hamas saibam no que estão se metendo se fizerem tal coisa. Esta é uma atrocidade humana, como poucas pessoas já viram”, pontuou o ex-presidente em uma publicação em rede social.
O conflito entre Israel e o Hamas teve início em outubro de 2023, deflagrado por um ataque do grupo terrorista que resultou na morte de mais de 1,2 mil pessoas no sul de Israel. Desde então, a resposta militar israelense, segundo autoridades de saúde locais, já causou a morte de mais de 63 mil palestinos, a maioria civis.
