Um novo vídeo revela um ângulo diferente do atentado que matou o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, na noite da última segunda-feira (15), em Praia Grande, na Baixada Santista. A principal linha de investigação é de que a execução tenha sido ordenada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que ele conhecia como poucos dentro da polícia.
Um novo vídeo revela um ângulo diferente do atentado que matou o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, na noite da última segunda-feira (15), em Praia Grande, na Baixada Santista. A principal linha de investigação é de que a execução tenha sido ordenada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que ele conhecia como poucos dentro da polícia.
Nas imagens, é possível ver o carro de Fontes já capotado ao lado de um ônibus, após uma tentativa de fuga. Em seguida, criminosos descem de outro veículo que vinha logo atrás e disparam diversas vezes contra o ex-delegado. Motociclistas que passavam pela avenida abandonaram as motos e se esconderam atrás de carros para escapar da rajada de tiros. O vídeo foi divulgado pelo Portal Metrópoles.
Feridos
Segundo a Prefeitura de Praia Grande, outras duas pessoas ficaram feridas: uma mulher com lesões leves e um homem, que segue internado no Hospital Municipal Irmã Dulce, mas sem risco de morte.
Após o ataque, os criminosos fugiram. Pouco tempo depois, a polícia encontrou o carro usado na execução incendiado, numa tentativa de eliminar provas.
Força-tarefa em ação
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, anunciou a criação de uma força-tarefa especial com prioridade máxima para capturar os envolvidos. Mais de 100 policiais foram enviados ao litoral para reforçar as buscas.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, também colocou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) à disposição das investigações. Nas redes sociais, parlamentares e autoridades da segurança pública manifestaram pesar e prometeram reação rápida contra os criminosos.
Quem era Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes dedicou 40 anos de carreira à Polícia Civil de São Paulo e se tornou uma das principais autoridades no enfrentamento ao PCC. Em 2019, chegou a ser jurado de morte por Marcola, líder máximo da facção, após a transferência dele para o sistema penitenciário federal.
Conhecido por seu perfil rigoroso e por investigações de impacto contra o crime organizado, Fontes deixou a chefia da Polícia Civil em 2021, mas seguia sendo considerado um alvo estratégico para o PCC.
O assassinato do ex-delegado, filmado em plena avenida, escancara a ousadia da facção e eleva a pressão sobre as forças de segurança no estado.
