A família dos amigos desaparecidos em Icaraíma, no noroeste do Paraná, recebeu recebeu uma denúncia indicando que os corpos estariam enterrados em um cemitério clandestino às margens do rio Ivaí, área já conhecida por ser utilizada por criminosos para ocultar cadáveres.
A família dos amigos desaparecidos em Icaraíma, no noroeste do Paraná, recebeu recebeu uma denúncia indicando que os corpos estariam enterrados em um cemitério clandestino às margens do rio Ivaí, área já conhecida por ser utilizada por criminosos para ocultar cadáveres.
A informação foi repassada à Polícia Civil. Angustiados pela localização dos corpos, familiares das vítimas ofereceram recompensa por informações que levem as autoridades ao paradeiro Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza, desaparecidos desde o início de agosto.

Execução planejada
No último final de semana, a polícia encontrou munições de cinco calibres diferentes, incluindo cartuchos de fuzil e pistola 9 milímetros, reforçando a suspeita de que os quatro foram mortos em uma emboscada. A hipótese é que eles tenham sido metralhados dentro do carro, assim que chegaram à propriedade da família Buscariollo. O número e a varidade de munições indicam vários atiradores.

Emboscada
Os amigos saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 1 milhão. Na manhã do crime, foram vistos em uma padaria com um dos contratantes antes de seguirem ao pesqueiro da família Buscariollo. Um novo encontro teria sido marcado para o dia seguinte, sob a promessa de pagamento, mas tudo não passava de uma armadilha.
A investigação aponta que o grupo foi surpreendido por atiradores que aguardavam o carro na propriedade
Veículos e vestígios
A caminhonete das vítimas foi localizada enterrada em um bunker a nove quilômetros do pesqueiro, com marcas de tiros, vestígios de sangue e até o boné de um dos desaparecidos. Uma pá também foi apreendida no local.
Neste fim de semana, a polícia encontrou ainda um Vectra preto com manchas de sangue, que teria sido usado pelos assassinos para retornar do bunker após ocultar o veículo das vítimas.

Suspeitos foragidos
Os principais investigados são Antônio e Paulo Buscariollo, pai e filho, que estão foragidos desde o crime. Mandados de prisão já foram expedidos contra ambos. O caso é tratado como homicídio qualificado.
Enquanto seguem as buscas pelos corpos, a nova denúncia sobre um cemitério clandestino reacende as esperanças das famílias, que aguardam uma resposta definitiva após mais de um mês de angústia.
