Matteos França, de 32 anos, foi indiciado por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual pelo assassinato da mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, que tinha 56 anos.
O crime aconteceu em Belo Horizonte (MG). Segundo a Polícia Civil, ele premeditou a morte para encobrir dívidas de cerca de R$ 200 mil, resultantes de apostas on-line e empréstimos.
De acordo com a investigação, Matteos usou um golpe de “mata-leão” após uma breve discussão, colocou o corpo no porta-malas e o abandonou sob um viaduto em Vespasiano, na Grande BH, onde foi encontrado em 19 de julho.
Laudos confirmaram que as lesões ocorreram após a morte e afastaram violência sexual.
O filho chegou a registrar boletim de ocorrência de desaparecimento para despistar a polícia. Preso desde julho, ele permanece em unidade prisional da região metropolitana.
A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou, nesta terça (16), Matteos França (imagem em destaque), de 32 anos, pelo assassinato da própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, que tinha 56 anos.
Ele responderá por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
O que diz a polícia
De acordo com a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado.
“A princípio parecia algo impulsivo, mas as investigações mostraram que ele agiu de forma calculada, mantendo até diálogos carinhosos com a mãe no dia anterior e no dia do homicídio”, explicou.
Segundo ela, Matteos chegou a posicionar o carro de forma estratégica, em marcha à ré, para facilitar o transporte do corpo, e escolheu deliberadamente o local onde abandonou a vítima. Exames detectaram fios de cabelo e vestígios de sangue de Soraya no veículo.
A perícia constatou que as lesões encontradas foram provocadas após a morte, afastando a hipótese de violência sexual. A professora ficou três dias desaparecida antes de o corpo ser achado sob um viaduto em Vespasiano, na Grande BH.
Dívidas e motivação
Matteos confessou ter agido durante um “surto” por causa de dívidas que somavam cerca de R$ 200 mil, grande parte relacionada a apostas on-line e empréstimos.
Testemunhas relataram que ele acreditava que a mãe tinha obrigação de custear seu padrão de vida. Soraya possuía seguro de vida e previdência privada, e embora o filho não tenha admitido interesse nessas quantias, a polícia não descarta essa hipótese.
Instantes antes de ser morta, a professora passou cerca de 45 minutos em ligação com uma instituição financeira, possivelmente tentando renegociar dívidas. Após uma breve discussão, Matteos aplicou um golpe de “mata-leão”, matou a mãe e, aproximadamente uma hora depois, retirou o corpo da residência.
O crime
O corpo foi localizado em 19 de julho, seminu e coberto por um lençol, junto a um viaduto. Antes da descoberta, Matteos havia comunicado às autoridades e a familiares o suposto desaparecimento da mãe. Ele contou que a vira pela última vez na noite de 17 de julho, antes de viajar para a Serra do Cipó, e que, no dia seguinte, ao não conseguir contato, procurou uma tia e registrou boletim de ocorrência.
As investigações apontam que ele agiu sozinho, colocando o corpo no porta-malas do carro da vítima. Preso, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada, sendo transferido para diferentes unidades prisionais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.
