O americano Herbert Swilley, de 55 anos, foi acusado de matar o marido, Timothy Smith, de 59, na Flórida, em março de 2023. Segundo os promotores, ele dopou e estrangulou Smith, levou o corpo para um segundo apartamento do casal para simular que o crime foi cometido por um parceiro sexual e, dias depois, criou uma vaquinha on-line em homenagem à vítima. O caso teria sido motivado por crises no relacionamento, brigas constantes, ciúmes e interesses financeiros, já que Swilley era beneficiário do seguro de vida e do plano de aposentadoria de Smith. A defesa nega o crime e aponta outras possíveis linhas de investigação.
Um caso chocante vem ganhando repercussão na Flórida, nos Estados Unidos. Herbert Swilley, de 55 anos, é acusado de matar o próprio marido, Timothy Smith, de 59, e depois criar uma vaquinha on-line em homenagem a ele. Segundo os promotores, Swilley teria elaborado um “plano diabólico” para cometer o crime, esconder o corpo e ainda tentar lucrar com a morte do companheiro.
De acordo com a promotora Amy Beth Berndt, o casamento dos dois havia se tornado “amargo”: Smith era o principal provedor da casa e mantinha um alto padrão de vida como diretor-executivo de um empreendimento para idosos, enquanto Swilley trabalhava como faz-tudo. Ainda segundo a acusação, os dois enfrentavam problemas com alcoolismo e viviam em meio a brigas constantes. Swilley teria se revoltado ao descobrir que o marido buscava emprego em outra cidade e pretendia deixá-lo — além de ser o beneficiário de um seguro de vida de US$ 333 mil e de um plano de aposentadoria de US$ 48 mil do companheiro.
Conforme a investigação, o crime aconteceu em 23 de março de 2023. Swilley teria dopado Smith com difenidramina para deixá-lo grogue, depois o espancado e estrangulado com uma corda. Em seguida, levou o corpo até um segundo apartamento mantido pelo casal, onde tentou encenar uma cena de crime que incriminasse um dos parceiros sexuais de Smith. Câmeras de segurança teriam flagrado a caminhonete de Swilley no local.
O comportamento do acusado após a morte chamou atenção dos investigadores. No dia seguinte ao crime, ele teria dito à filha adolescente que não sabia onde Smith estava e ainda tentou orientá-la a dizer que ele esteve em casa a noite toda. Dias depois, Swilley apareceu suado e nervoso em uma reunião do Alcoólicos Anônimos (AA) dizendo que havia brigado com o marido. O corpo de Smith foi encontrado em seguida no apartamento — e, no mesmo dia, Swilley lançou uma campanha no site GoFundMe intitulada “celebração da vida”, arrecadando US$ 2.235 de um objetivo de US$ 7.500 antes de ser apontado como suspeito.
A defesa nega as acusações. O advogado John Nicholas Klein afirma que Smith havia se tornado reservado, parou de compartilhar a localização com o marido e costumava usar o segundo apartamento para encontros com outros homens. Segundo ele, havia vestígios de DNA de pessoas com histórico criminal no local e testemunhas relataram a presença de um homem branco e loiro no prédio, mas a polícia teria ignorado essas pistas para focar apenas em Swilley. Klein pede que o júri considere a possibilidade de dúvida razoável, alegando que não há provas conclusivas de que o réu transportou o corpo ou estava presente na cena do crime.
O julgamento do caso segue em andamento na Justiça da Flórida
