O advogado da família Buscariollo, Renan Farah, defendeu a inocência de seus clientes, acusados de mandar matar quatro amigos por dívida. Ele afirma que os suspeitos foragidos estão sendo ameaçados pelos verdadeiros culpados. A investigação aponta para a existência de outros quatro suspeitos, o que Farah considera uma evidência favorável.
Representante dos principais suspeitos de terem mandado matar os quatro amigos que estão desaparecidos em Icaraíma, no noroeste do Paraná, o advogado Renan Farah quebrou o silêncio nesta quarta-feira (17) e fez novas revelações sobre o caso.
Para ele, tanto Antônio quanto Paulo Buscariollo, pai e filho, que estão foragidos desde o crime, são inocentes e que os verdadeiros culpados pelo crime estão fazendo ameaças a ele e a seus clientes. Com receio, os suspeitos teriam quebrado os celulares para não serem localizados e também para não acabarem mortos.
“O receio é de ser localizado por quem os ameaça. Se eu soubesse quem são também estaria atrás dessas pessoas. Mas eu acredito que são os verdadeiros responsáveis pelo desaparecimento”, disse Farah ao Portal Ric, especializado em notícias do Paraná.

Na visão do advogado, a possibilidade de haver mais quatro suspeitos pode ajudar a inocentar seus clientes. Para ele, houve um pré-julgamento contra a família Buscariollo.
“É o que chamamos de visão de túnel. Mas ouvi falar que já há quatro outros suspeitos envolvidos. Se isso for verdade, é um sinal de que a polícia está abrindo um leque de possibilidades sobre quem seriam os responsáveis pelo desaparecimento”, defendeu.
O caso
Os quatro amigos Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza estão desaparecidos desde o dia 5 de agosto, quando saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 1 milhão em Icaraíma (PR).
Na manhã do crime, foram vistos em uma padaria com um dos contratantes antes de seguirem para o pesqueiro da família Buscariollo. Um novo encontro teria sido marcado para o dia seguinte, sob a promessa de pagamento, mas tudo não passava de uma armadilha.

A investigação aponta que o grupo foi surpreendido por atiradores que aguardavam o carro na propriedade. A caminhonete das vítimas foi localizada enterrada em um bunker a nove quilômetros do pesqueiro, com marcas de tiros, vestígios de sangue e até o boné de um dos desaparecidos. Uma pá também foi apreendida no local.
Enquanto seguem as buscas pelos corpos, a nova denúncia sobre um cemitério clandestino reacende as esperanças das famílias, que aguardam uma resposta definitiva após mais de um mês de angústia.
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