O professor preso nesta quarta-feira (17), suspeito de estuprar um adolescente de 13 anos em Maceió,  teria conhecido a vítima por um aplicativo de relacionamento e marcado o encontro online, segundo a Polícia Civil.

Professor preso por estuprar adolescente autista marcou encontro por aplicativo de relacionamento (Foto: Câmeras de Segurança)
Professor preso por estuprar adolescente autista marcou encontro por aplicativo de relacionamento (Foto: Câmeras de Segurança)

O docente preso nesta quarta-feira (17), suspeito de estuprar um adolescente de 13 anos em Maceió,  teria conhecido a vítima por um aplicativo de relacionamento e marcado o encontro online, segundo a Polícia Civil.

O contato teria ocorrido por meio do aplicativo Grindr, voltado para maiores de 18 anos, e se estendeu por meses até que o suspeito convencesse a vítima a sair de casa.

Para buscá-lo no condomínio, o professor se passou pelo pai do adolescente e utilizou um carro semelhante ao do responsável. Acreditando nisso, um o funcionário do condomínio ainda o acompanhou, mas ao ver que se tratava de outra pessoa, entrou em contato com a mãe dele. A partir daí, a Polícia Militar foi acionada.

Câmeras do condomínio da vítima mostram o momento em que o adolescente, que é autista, saiu do local a pé até um carro que estava esperando por ele.

Veja o vídeo:

O homem, que atua como professor de geografia, educador socioambiental e bacharel em Direito, leciona em duas escolas particulares de Maceió e já trabalhou em escola pública em Rio Largo. Ele nega ter cometido o crime e afirma não conhecer a vítima.

Mudança de comportamento

A mãe relatou que já havia percebido que o comportamento do filho estava diferente e acessou mensagens enviadas pelo suspeito, que usava um outro nome, e insistia para encontrar o adolescente. Para disfarçar, o professor mandava ele dizer aos pais que iria fazer trabalho escolar.

No dia do crime, a mãe havia saído com o outro filho para uma consulta médica, quando recebeu a mensagem do porteiro informando que o filho tinha acabado de sair com um homem descrito como barbudo e com tatuagens. O carro era similar ao veículo do pai da vítima, mas o motorista deixou o local antes mesmo de o funcionário entrar em contato com a mãe. Após o crime, o adolescente voltou para casa e relatou à mãe o ocorrido.

Imagens e informações repassadas à polícia ajudaram a identificar o veículo usado pelo suspeito, um carro prata. O professor foi detido e encaminhado à delegacia da Polícia Civil, onde o caso é investigado pela Delegacia dos Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Capital.

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