Dahesly Oliveira, de 25 anos, foi presa suspeita de buscar um fuzil usado no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande. Segundo a polícia, ela entregou a arma em Diadema, onde atuam dois homens com prisão preventiva decretada, incluindo um integrante do PCC.
A Polícia Civil informou que a mulher presa sob suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, morto na última segunda-feira (15/9) em Praia Grande, litoral de São Paulo, teria buscado um dos fuzis usados no crime.
Dahesly Oliveira, de 25 anos, foi detida na madrugada desta quinta-feira (18). Segundo as investigações, ela foi enviada por um homem no dia seguinte à execução para recolher a arma e entregá-la em Diadema, na Grande São Paulo, onde mora.
Em coletiva, a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Dahesly é dependente química e já havia sido presa por tráfico de drogas. A jovem declarou à polícia que recebeu apenas “uma missão”, mas não soube identificar o mandante.
O delegado-geral Artur Dian destacou que há fortes indícios de que o fuzil recolhido por Dahesly foi o mesmo utilizado no atentado. “O local em que ela foi buscar o fuzil é na Praia Grande, próximo ao local do atentado do doutor Ruy. Ela leva esse fuzil para Diadema, onde estão os dois indivíduos com prisão decretada”, disse.
Os investigados citados por Dian são Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, e Felipe Avelino da Silva, de 33, conhecido como “Mascherano”. Este último é apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no ABC paulista.
As autoridades seguem apurando a participação de Dahesly e a motivação do crime, que chocou a corporação e a comunidade jurídica no estado.
