Cerca de um mês antes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, um homem apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi morto em um confronto com a Rota, em 10 de agosto, na Praia Grande, litoral de São Paulo.
Cerca de um mês antes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, um homem apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi morto em um confronto com a Rota, em 10 de agosto, na Praia Grande, litoral de São Paulo.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, chegou a classificar Luken Cesar Burghi Augusto como “um dos criminosos mais procurados do país” em vídeo publicado nas redes sociais.
De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi até Luken após receber uma denúncia anônima. O criminoso teria reagido à abordagem, efetuando disparos contra os agentes, que revidaram e acabaram neutralizando-o.
Luken, que estava foragido, tinha sido condenado a 46 anos de prisão por sua participação em um assalto ao cofre de uma empresa de transporte de valores em Araçatuba, em 2017. O crime resultou em um prejuízo de R$ 8 milhões e na morte de um policial civil.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) destacou que não descarta nenhuma hipótese durantes as investigações do assassinato de Ruy Ferraz.
Segundo Derrite, não há dúvidas sobre a participação do crime organizado no homicídio, embora a motivação ainda esteja sendo investigada. Entre as linhas de apuração, estão:
A possibilidade de que Fontes tenha sido alvo do Primeiro Comando da Capital (PCC), em razão de seu histórico de combate à facção. O ex-delegado foi responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do grupo.
A hipótese de que o assassinato esteja ligado a desentendimentos relacionados ao trabalho de Fontes como secretário de Administração de Praia Grande.
Quatro suspeitos identificados
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou nesta quinta-feira (18) os nomes de dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em uma emboscada na Baixada Santista na última segunda-feira (15). O crime aconteceu logo após Fontes deixar a prefeitura de Praia Grande, onde exercia funções como secretário.
Os suspeitos identificados são Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Mascherano”, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos. Ambos têm mandados de prisão e estão foragidos. Derrite explicou que os dois foram localizados por meio de material genético encontrado em um dos carros abandonados, mas a polícia ainda investiga o papel específico de cada um no crime.

Felipe Avelino, conhecido como Mascherano, é um dos suspeitos
Além deles, uma mulher de 25 anos, Dahesly Oliveira Pires, foi presa sob suspeita de atuar na logística do assassinato. De acordo com as investigações, ela teria buscado um pacote em um aplicativo de transporte, que continha um dos fuzis utilizados na emboscada. Em depoimento, Dahesly alegou não saber o conteúdo do pacote.
Nesta quinta-feira, a Justiça de São Paulo decretou a prisão de Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, quarto suspeito no caso. Ele é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por supostamente ordenar que Dahesly transportasse o armamento do ABC Paulista até Praia Grande.
Até o momento, Felipe, Flávio e Dahesly permanecem detidos enquanto as investigações continuam. As digitais dos dois homens foram encontradas no local do crime, e o trabalho da polícia segue para esclarecer a participação de cada suspeito.
