A polícia de São Paulo identificou uma casa em Praia Grande, no litoral paulista, que teria sido usada como “quartel-general” pelo grupo responsável pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O imóvel fica na rua Campos do Jordão, no bairro Jardim Imperador, a cerca de oito quilômetros da Prefeitura de onde Ruy Fontes saiu antes de ser assassinado.

Justiça decreta prisão de suspeitos de matar delegado Ruy Ferraz
Justiça decreta prisão de suspeitos de matar delegado Ruy Ferraz

A polícia de São Paulo identificou uma casa em Praia Grande, no litoral paulista, que teria sido usada como “quartel-general” pelo grupo responsável pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O imóvel fica na rua Campos do Jordão, no bairro Jardim Imperador, a cerca de oito quilômetros da Prefeitura de onde Ruy Fontes saiu antes de ser assassinado.

A descoberta do local aconteceu após denúncias de vizinhos que relataram uma movimentação atípica na véspera do crime. A polícia acredita que a mulher Dahesly Oliveira, identificada como a responsável por transportar um fuzil usado na execução, teria saído da residência antes do ataque.

A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, informou que a casa passou por uma perícia na última quarta-feira (17) para a coleta de impressões digitais. O material será usado na identificação de outros possíveis envolvidos no crime, além dos quatro suspeitos que já foram localizados.

Polícia encontra QG da quadrilha envolvida na morte do delegado Ruy Ferraz (Foto: Reprodução/Google Maps)

Suspeitos envolvidos: 

Em coletiva nesta quarta-feira (18), o delegado Guilherme Derrite detalhou os desdobramentos das investigações sobre o assassinato do delegado Ruy Fontes, destacando a prisão de uma suspeita e a identificação de dois foragidos envolvidos no crime.

Segundo Derrite, a investigação avançou “como uma questão de honra para nos prender todos os envolvidos” no homicídio de Ruy Fontes.

A primeira suspeita presa, de prisão temporária, teria conseguido “pegar um fuzil e trazer para um indivíduo ainda sem identificação”. O delegado questionou a origem da arma, levantando se “ela conseguiu o fuzil através de um Uber”. A polícia já sabe que o fuzil estava em uma casa localizada em Praia Grande.

A primeira suspeita presa preventivamente é usuária de drogas e, segundo a polícia, pode ter sido coagida a participar do crime. Quanto ao terceiro veículo utilizado na ação, as autoridades ainda investigam sua origem e função, buscando esclarecer completamente a dinâmica do assassinato.

Além disso, Derrite confirmou os nomes dos dois indivíduos que, desde terça-feira, estão foragidos da Justiça e participaram do crime. Trata-se de Flavio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, sem passagens criminais registradas, e Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano no PCC, responsável por funções de disciplina no ABC, com diversas passagens por tráfico e roubo, principalmente em São Bernardo do Campo.

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