As investigações sobre a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado em uma emboscada na Baixada Santista, avançam com a atuação da Polícia Civil de São Paulo. Equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) lideram a força-tarefa para esclarecer o crime, ocorrido na última segunda-feira (15), logo após Fontes deixar a prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário.
As investigações sobre a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado em uma emboscada na Baixada Santista, avançam com a atuação da Polícia Civil de São Paulo. Equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) lideram a força-tarefa para esclarecer o crime, ocorrido na última segunda-feira (15), logo após Fontes deixar a prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário.
A Segurança Pública de São Paulo já identificou e divulgou os nomes de quatro suspeitos com prisões temporárias decretadas pela Justiça. Uma mulher foi presa, enquanto três homens permanecem foragidos.
Suspeitos e suas Conexões com o Crime
Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”

Conhecido no PCC como “Mascherano”, ele é um dos foragidos com prisão decretada. A polícia identificou seu DNA em um dos veículos usados durante o crime, o que o liga diretamente à emboscada.
Flávio Henrique Ferreira de Souza

Aos 24 anos, Flávio Henrique também é um dos foragidos. Assim como Felipe, seu DNA foi encontrado em um dos carros utilizados na execução, o que reforça as suspeitas sobre sua participação.
Luis Antonio Rodrigues de Miranda
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/N/j/pi89t3QBeBfFeVEf3tjg/whatsapp-image-2025-09-18-at-15.09.44.jpeg)
Luis é o terceiro suspeito foragido e está sendo procurado pela polícia. As investigações indicam que ele teria ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis utilizados no assassinato de Ruy Ferraz.
Dahesly Oliveira Pires

Presa na quinta-feira (18), Dahesly é suspeita de ser a mulher que transportou um dos fuzis usados na execução. Ela teria sido a responsável pela logística do armamento no litoral paulista.
Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul” ou “Colorido”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/E/X/O3VwXgRS20eHwH4y65sw/captura-de-tela-2025-09-18-122925.jpg)
Apesar de não ter a prisão decretada, Fernando Gonçalves é um dos alvos da investigação do DHPP. Apontado como um dos chefes do PCC na Baixada Santista, a polícia apura se ele teve algum envolvimento direto com a execução do ex-delegado. A principal linha de investigação é a de que o crime está ligado a um conflito com a facção, dada a histórica atuação de Ruy Ferraz Fontes no combate ao crime organizado e a sua participação na prisão de líderes como “Marcola”
Polícia descobre suposto “quartel-general” do grupo
As investigações levaram a Polícia Civil à identificação de um imóvel que teria sido usado como base pelo grupo responsável pelo assassinato. Localizada na Rua Campos do Jordão, no bairro Jardim Imperador, em Praia Grande, a casa funcionaria como um “quartel-general” para os criminosos. O local fica a cerca de oito quilômetros de onde o ex-delegado saiu antes da emboscada.
A descoberta ocorreu após denúncias de vizinhos que notaram uma movimentação atípica no imóvel na véspera do crime. A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, confirmou que a casa foi periciada para a coleta de impressões digitais, que ajudarão na identificação de outros possíveis envolvidos. A polícia acredita que Dahesly Oliveira teria saído dessa residência com o fuzil antes do ataque.
