Israel anunciou que usará “força sem precedentes” contra o Hamas na Cidade de Gaza e ordenou nova evacuação de civis. A ofensiva intensifica a crise humanitária, gera críticas da ONU e ameaça de sanções econômicas pela União Europeia.

Foto: reprodução/Hassan Jedi/Anadolu via Getty Images
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O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (19/9) que empregará “força sem precedentes” em sua ofensiva terrestre contra o Hamas, com foco na Cidade de Gaza, o maior centro urbano da Faixa de Gaza. A medida veio acompanhada de novas ordens para que civis palestinos evacuem para o sul do território, em meio a intensos combates e críticas internacionais crescentes.

Escalada militar

O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que “Gaza está em chamas” e prometeu a destruição das forças do Hamas. Segundo o porta-voz militar Avichay Adraee, a principal via de fuga, a estrada Salah al-Din, foi fechada em direção ao sul, restando apenas uma rota de saída.

Nos últimos dias, milhares de palestinos foram vistos tentando deixar a Cidade de Gaza, a pé ou de carro, enfrentando congestionamentos quilométricos. A evacuação se intensificou após o anúncio da entrada de tropas israelenses no território na última terça-feira (17).

Cerco e destruição

Antes da ofensiva terrestre, Israel manteve um cerco de cerca de um mês à região, com bombardeios diários que destruíram dezenas de arranha-céus. O governo israelense acusa o Hamas de usar esses prédios como centros de comando e inteligência militar.

Os ataques também atingiram a infraestrutura de comunicações, causando apagões de informação em Gaza. Fontes militares disseram à agência Reuters que a quantidade de tropas será ampliada nos próximos dias e que as operações continuarão “pelo tempo necessário”.

Reações internacionais

A ofensiva israelense tem sido alvo de críticas severas no cenário global. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou:

“Este massacre deve parar imediatamente. Peço a Israel que interrompa a destruição indiscriminada de Gaza.”

Um comitê da ONU também alertou que os ataques podem configurar genocídio, acusação rejeitada pelo governo israelense.

Pressão econômica e diplomática

A crise humanitária e militar em Gaza chegou ao campo econômico. A Comissão Europeia propôs nesta semana a suspensão parcial do Acordo de Associação UE-Israel, que garante a Israel acesso preferencial ao mercado europeu desde 2000.

Se aprovada, a medida afetará relações comerciais bilionárias e virá acompanhada de sanções direcionadas não apenas ao Hamas, mas também a ministros israelenses ultranacionalistas e colonos violentos da Cisjordânia.

Tel Aviv respondeu afirmando que dará uma “resposta apropriada” caso as restrições entrem em vigor.

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