Durante entrevista ao podcast Papo de Crente, o presidente Lula disse que a maioria dos deputados federais “não tem compromisso com os trabalhadores” e criticou o uso político da religião. O petista também defendeu que o Orçamento seja direcionado a políticas de inclusão social e cobrou a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda.

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (19/9) a atuação da Câmara dos Deputados, afirmando que a maioria dos parlamentares federais “não tem compromisso com os trabalhadores”. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Papo de Crente, organizado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

“Pegue a Constituição e veja todos os direitos sociais, não é regulamentado. Por quê? Porque a maioria dos deputados não são trabalhadores, não têm compromisso com os trabalhadores. São gente de classe média alta que pouco está ligando para o povo. Essa é a verdade”, afirmou o petista.

A fala ocorre em meio ao impasse no Congresso Nacional sobre o projeto de lei que prevê isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com salários de até R$ 5 mil. Embora a Câmara tenha aprovado, em junho, a tramitação em regime de urgência, a proposta segue parada desde então.

Durante a entrevista, Lula também defendeu que os recursos do Orçamento sejam aplicados em políticas de inclusão social. “O Orçamento é um bolo de dinheiro que o governo arrecada de todas as pessoas que contribuem. Na hora de dividir esse dinheiro é que você tem que ter lado. Se você não tem um olhar carinhoso para o povo mais pobre, os ricos vão ficar com a grande parte desse dinheiro”, disse.

O presidente ainda criticou o uso político da religião, ressaltando que não pretende transformar igrejas em palanque eleitoral.

“Se alguém achar que eu vou ganhar uma eleição porque eu vou numa igreja fazer discurso, esqueça de mim porque eu não vou fazer. Eu faço para religioso onde ele estiver, mas não me faça utilizar uma igreja como palanque porque eu não vou utilizar”, concluiu.

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