Diego “Minotauro” de Souza, suspeito de chefiar quadrilha especializada em roubos a casas em São Paulo, foi preso em Paraisópolis após investigação policial.
A Polícia Civil de São Paulo capturou, nesta sexta-feira (19), Diego Fernandes de Souza, de 40 anos, conhecido como “Minotauro”, apontado como líder de quadrilha especializada em roubos de residências na capital paulista. Acusado de ser o maior ladrão de casas da cidade, ele foi preso em Paraisópolis, zona sul da capital paulista.
Segundo a investigação, Minotauro já responde a pelo menos 14 inquéritos policiais desde 2016, pelos crimes de roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de armas. Ele é suspeito de liderar um grupo que invadia casas de alto padrão, especialmente durante a madrugada, em bairros nobres como Morumbi e Cidade Jardim. O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Nico Gonçalves, afirmou em entrevista que o criminoso “tirou o sono” dele por anos, e ficou impressionado ao saber da prisão.
Os criminosos focavam imóveis vazios ou em construção, rendiam moradores (quando presentes) e fugiam levando joias, relógios de luxo e objetos de alto valor. Em uma das invasões no Morumbi, foram roubados vários relógios Rolex e Patek Philippe, além de joias e cerca de US$ 5 mil. Para o delegado do Departamento estadual de investigações criminais (Deic) Clemente Calvo Castilhone Júnior, a prisão do suspeito deve diminuir os índices desse crime na capital.
“Com certeza a prisão do Minotauro vai desmantelar essa quadrilha e abaixar os índices de roubos de casas em São Paulo. Porque ele está envolvido diretamente nesses crimes, principalmente em regiões próximas à comunidade de Paraisópolis, onde ele morava.”
A prisão ocorreu após trabalho de inteligência do Deic, com apoio da 4ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat). Oficiais afirmam que o suspeito já estava foragido e que a operação envolveu cumprimento de mandados e monitoramento de suas movimentações. Na operação, foram recuperados mais de 20 obras de arte, com dois quadros avaliados em R$ 3 milhões, e diversos relógios de marcas de luxo.
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