Um estudo com mais de 400 mil pessoas na Austrália e no Reino Unido revelou que cerca de 1% da população adulta nunca teve relações sexuais. A pesquisa aponta que fatores genéticos, ambientais, físicos e sociais influenciam a ausência de sexo, e que indivíduos assexuados tendem a ser mais introvertidos, educados, inteligentes e menos adeptos de drogas e álcool. Ao mesmo tempo, podem enfrentar mais solidão e menor bem-estar emocional. Segundo os pesquisadores, compreender a assexualidade ajuda a entender desafios sociais, emocionais e econômicos de quem não faz sexo, seja por escolha ou circunstância.
Você já ouviu falar de alguém que simplesmente não gosta de sexo? Pois acredite: eles existem – e cerca de 1% da população adulta da Austrália e do Reino Unido nunca teve relações sexuais, segundo um estudo realizado por Brendan Zietsch, professor associado da escola de Psicologia da Universidade de Queensland.
E antes que você pense em um grupo secreto de eremitas, a pesquisa mostra que a vida sem sexo não é só uma escolha consciente. Genética, ambiente social, saúde mental, força física e até desigualdade regional podem influenciar se alguém entra ou não na fila do amor.
Entre os achados mais curiosos: pessoas que nunca fizeram sexo tendem a ser mais introvertidas, inteligentes, educadas e até menos adeptas de drogas e álcool. Alguns homens mostraram menor força física, enquanto em mulheres não houve essa ligação. E se você sempre usou óculos desde cedo… parabéns! Você faz parte de uma estatística científica.
Mas nem tudo são flores: quem vive sem sexo pode se sentir mais solitário, nervoso e menos feliz. Além disso, enfrentar dificuldades para fazer amizades ou encontrar parceiros românticos é mais comum. Para alguns, a situação pode até se aproximar da chamada cultura “incel”.
E tem mais: não existe o famoso “gene do desinteresse sexual”. Em vez disso, vários genes com efeitos pequenos, combinados com o ambiente, ajudam a moldar essa característica.
Segundo o pesquisador, estudar a assexualidade ajuda a compreender os desafios sociais, emocionais e econômicos de quem não faz sexo – seja por escolha ou circunstância. Afinal, quem nunca se interessou por sexo merece respeito… e um pouco de curiosidade científica também.
No fim das contas, essa pesquisa prova que a vida íntima de cada um é única – e que não fazer sexo não significa que a pessoa esteja vivendo menos. Talvez só esteja seguindo um caminho diferente… e bem interessante para a ciência.
